Cristina Ferreira descobriu dois dos lugares mais bonitos de Maiorca: “Tudo parece tirado de filme”

Cristina Ferreira visitou Valldemossa e Deià durante as férias em Maiorca. Descubra o que ver nestas duas aldeias da Serra de Tramuntana.

Cristina Ferreira descobriu dois dos lugares mais bonitos de Maiorca: “Tudo parece tirado de filme”

Maiorca pode ser conhecida sobretudo pelas praias, pelas águas transparentes e pelas estâncias balneares que todos os verões recebem milhares de turistas. Mas basta abandonar a costa e conduzir em direção à Serra de Tramuntana para encontrar uma ilha bastante diferente. Foi precisamente essa Maiorca que Cristina Ferreira decidiu descobrir durante as férias.

A apresentadora portuguesa tem partilhado alguns momentos da passagem pela ilha espanhola e deixou uma recomendação particularmente interessante para quem está a pensar viajar até Maiorca: alugar um carro e não ficar apenas pelas praias.

“Mallorca é das ilhas que precisa de uma viagem de carro para conhecer as várias zonas. Valdemossa e Déia são dois vilarejos lindos, na montanha, onde tudo parece tirado de filme. Continuam 35 graus. Já aqui estiveram?”, escreveu Cristina Ferreira nas redes sociais.

Os dois lugares escolhidos pela apresentadora ficam na Serra de Tramuntana, a cadeia montanhosa que percorre o noroeste de Maiorca e cuja paisagem cultural está classificada como Património Mundial pela UNESCO. Valldemossa e Deià ficam relativamente próximas uma da outra e podem facilmente ser incluídas no mesmo passeio de carro.

Valldemossa, a aldeia onde viveu Chopin

A cerca de 17 quilómetros de Palma, Valldemossa é uma das localidades mais conhecidas do interior de Maiorca. As casas de pedra, as ruas estreitas e empedradas e a localização entre as montanhas transformaram-na numa das paragens mais procuradas de quem decide explorar a ilha para além das praias.

O lugar mais conhecido é a Real Cartuxa de Valldemossa, instalada num antigo palácio real que foi entregue aos monges cartuxos no final do século XIV. O complexo inclui a igreja neoclássica, o claustro, jardins e antigas celas dos monges.

Foi aqui que Frédéric Chopin e a escritora George Sand passaram o inverno de 1838-1839, uma estadia que ajudaria a tornar Valldemossa conhecida internacionalmente. Ao longo dos anos, outros escritores e artistas passaram pela localidade, entre eles Rubén Darío, Santiago Rusiñol e Jorge Luis Borges.

Mas Valldemossa não é apenas a Cartuxa. Vale a pena percorrer as pequenas ruas do centro histórico, entrar nas lojas e cafés e provar a tradicional coca de patata, uma das especialidades mais associadas à localidade.

E há um pormenor que passa despercebido a muitos visitantes: apesar de estar nas montanhas, Valldemossa também chega ao Mediterrâneo. A cerca de seis quilómetros encontra-se o Port de Valldemossa, também conhecido como Sa Marina, um pequeno porto numa zona bastante mais escarpada da costa. A estrada de acesso é estreita, sinuosa e exige alguma atenção ao volante.

Deià, entre a montanha e o Mediterrâneo

Depois de Valldemossa, basta continuar pela estrada que atravessa a Serra de Tramuntana para chegar a Deià, provavelmente uma das localidades mais fotogénicas desta parte de Maiorca.

É fácil perceber a descrição de Cristina Ferreira. As casas de pedra espalham-se pela encosta, com as montanhas por trás e o Mediterrâneo ao fundo. O próprio organismo oficial de turismo das Baleares destaca Deià pela combinação entre mar e montanha e pelo ambiente boémio criado, em parte, pelas sucessivas gerações de artistas que escolheram viver ou passar temporadas por aqui.

Entre eles esteve o escritor e poeta britânico Robert Graves, autor de “Eu, Cláudio”, que chegou a Deià na primeira metade do século XX e manteve uma forte ligação à localidade. A presença de escritores, pintores e músicos ajudou a construir a reputação artística que ainda hoje acompanha a aldeia.

Não é necessário seguir um roteiro muito rígido. Parte do interesse está precisamente em percorrer as ruas entre as casas de pedra, descobrir pequenas galerias, cafés e restaurantes e procurar os diferentes pontos de onde se avista a Serra de Tramuntana e o Mediterrâneo.

E há uma praia escondida lá em baixo

Quem visita Deià no verão tem outro motivo para descer a montanha. A Cala Deià fica a cerca de 1,5 quilómetros da localidade e é uma pequena enseada rodeada por falésias e vegetação mediterrânica. Não espere uma longa praia de areia fina: o areal tem aproximadamente 70 metros e é formado sobretudo por pedras e areia grossa.

As águas transparentes e a localização entre as montanhas tornaram-na, porém, numa das enseadas mais conhecidas desta zona de Maiorca. Durante o verão é bastante procurada e a própria informação turística oficial alerta para a elevada afluência na época alta.

É possível chegar de carro, embora o acesso e o estacionamento possam tornar-se complicados nos períodos de maior procura, ou fazer o percurso a pé a partir de Deià.

Duas paragens na mesma viagem

Valldemossa e Deià estão separadas por cerca de 10 quilómetros de estrada, o que permite conhecer as duas localidades no mesmo dia. Ainda assim, convém não transformar o percurso numa corrida contra o relógio.

A estrada atravessa uma das zonas mais bonitas da Serra de Tramuntana e é precisamente aqui que a recomendação deixada por Cristina Ferreira faz sentido: Maiorca ganha outra dimensão quando se tem liberdade para sair das zonas balneares e percorrer o interior da ilha.

Para quem preferir caminhar, existe inclusivamente um percurso entre Valldemossa e Deià integrado na GR221. São pouco mais de 11 quilómetros, com dificuldade média, e a informação turística das Baleares aponta para cerca de cinco horas de caminhada. O trajeto atravessa bosques, antigos caminhos de montanha e miradouros naturais sobre a costa.

Cristina Ferreira parece estar precisamente a aproveitar esse lado menos associado à imagem tradicional de Maiorca. Noutra publicação feita durante as férias escreveu:

“Esta é a semana de liberdade. Mergulhos, água a 31 graus, azul, do céu e do mar. A arte nas ruas. E fazer um reset que o que aí vem é muito desafiante. Que rima com entusiasmante. Vou dizendo coisas”, publicou.

Quanto custa conhecer Valldemossa e Deià de carro?

A sugestão de Cristina Ferreira de percorrer Maiorca de carro faz particularmente sentido para quem pretende combinar Valldemossa e Deià no mesmo dia. As duas localidades ficam separadas por cerca de 10 quilómetros e a viagem entre ambas demora aproximadamente 15 a 20 minutos, dependendo do trânsito.

Em agosto, porém, convém contar com preços mais elevados para o aluguer de automóvel. As pesquisas disponíveis atualmente mostram valores bastante diferentes consoante a empresa, antecedência e condições incluídas. A Momondo aponta para uma média de cerca de €25 por dia para alugueres de uma semana em Palma de Maiorca durante agosto, enquanto a KAYAK indica que agosto é o mês mais caro e apresenta uma média próxima dos €29 por dia na zona de Playa de Palma. Existem ofertas anunciadas a partir de cerca de €10 por dia, mas os valores mais baixos podem não incluir seguros adicionais e outras condições.

Há também alguns custos nas próprias visitas. A entrada geral na Real Cartuxa de Valldemossa custa atualmente €12,50 por adulto. Quem quiser acrescentar a visita à torre paga €15,50. Para maiores de 65 anos, a entrada simples custa €10.

Passear pelo centro histórico de Valldemossa e pelas ruas de Deià não implica, naturalmente, comprar qualquer bilhete. O orçamento dependerá sobretudo do aluguer do automóvel, combustível, estacionamento, refeições e das atrações que decidir visitar.

Assim, para um casal que já esteja alojado em Maiorca, conhecer Valldemossa e Deià pode ser um passeio relativamente acessível. O maior cuidado deve ser reservado ao automóvel: em pleno agosto, é aconselhável comparar não apenas o preço anunciado, mas também seguro, franquia, política de combustível e eventuais suplementos antes de reservar.

Como chegar a Valldemossa e Deià

Para quem está alojado em Palma de Maiorca, Valldemossa é a primeira paragem natural. Fica a cerca de 18 quilómetros da capital e a viagem de carro demora aproximadamente 25 minutos, dependendo do trânsito. A partir daí, são cerca de 10 quilómetros até Deià, num percurso pela Serra de Tramuntana que demora aproximadamente 15 a 20 minutos.

É precisamente neste percurso que a recomendação de Cristina Ferreira para conhecer Maiorca de carro ganha sentido. A estrada entre Valldemossa e Deià atravessa uma das zonas mais bonitas da ilha, mas no verão é aconselhável sair cedo. As estradas da Serra de Tramuntana são sinuosas e, sobretudo em Deià, encontrar estacionamento pode ser complicado nos períodos de maior afluência.

Quem não quiser alugar carro também consegue visitar as duas localidades a partir de Palma. A linha 203 da rede TIB liga Palma a Valldemossa e Deià e continua depois em direção a Sóller e Port de Sóller. Isto permite, por exemplo, sair de Palma, visitar Valldemossa, seguir de autocarro para Deià e regressar posteriormente à capital sem necessidade de conduzir.

Entre Palma e Valldemossa, a viagem de autocarro demora cerca de 35 minutos. Os horários variam ao longo do ano, pelo que devem ser confirmados no site oficial da TIB antes da viagem.

Para quem pretende conhecer Valldemossa e Deià no mesmo dia e parar pelo caminho sempre que encontrar um miradouro ou uma paisagem que justifique a fotografia, o automóvel continua, no entanto, a oferecer maior liberdade.

Notícia www.aproximaviagem.pt

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