Ataque atribuído a coligação internacional mata pelo menos 35 pessoas na Síria
Pelo menos 35 pessoas morreram nas últimas horas em consequência de alegados bombardeamentos da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, em vários locais no nordeste da Síria, denunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Cairo, 15 mai (Lusa) — Pelo menos 35 pessoas morreram nas últimas horas em consequência de alegados bombardeamentos da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, em vários locais no nordeste da Síria, denunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Entre os mortos, pelo menos 23 pessoas perderam a vida em três presumíveis ataques a partir de aviões da aliança internacional contra a localidade de Al Bukamal, controlada pelo grupo radical Estado Islâmico (EI), e na fronteira entre a província síria de Deir ez-Zor e o Iraque, noticiou a agência Efe.
Em Al Bukamal, os bombardeamentos atingiram o bairro de Havana, os arredores da mesquita local, assim como outras partes da cidade.
A ONG não descarta a eventualidade do número de mortos aumentar, uma vez que há dezenas de feridos, alguns em estado grave, e muitos desaparecidos por debaixo dos escombros.
Na província vizinha de Al Raqa, pelo menos 12 pessoas, todas mulheres, morreram durante a noite num ataque semelhante contra o povoado de Al Akirshi, a este da região.
O Observatório acrescentou que os combates entre as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas, e o EI continuam em áreas do norte e nordeste de Al Raqa, bastião dos extremistas na Síria.
Na noite passada, as FSD, que contam com o apoio da força aérea da coligação internacional e de forças especiais norte-americanas, tomaram o controlo de duas povoações naquela província.
As FSD prosseguem o avanço sobre Raqa ao quarto dia de uma ofensiva no norte e nordeste da região que tem como objetivo apertar o cerco sobre a cidade.
APL // ANP
By Impala News / Lusa