Investimento de 300 ME para eliminar 155 passagens de nível e automatizar 79 até 2030

O ministro das Infraestruturas e Habitação anunciou hoje um investimento de mais de 300 milhões de euros, a concretizar até final de 2030, para a eliminação de 155 passagens de nível e a automatização de outras 79.

Investimento de 300 ME para eliminar 155 passagens de nível e automatizar 79 até 2030

Falando em Barcelos, durante a consignação da empreitada de supressão de 11 passagens de nível na Linha do Minho entre Nine e Barroselas, Miguel Pinto Luz disse que o objetivo é reduzir “drasticamente” os acidentes que se registam naquelas travessias.

“Continuaremos nesta senda, ritmada, compassada, de forma a que mais rápido que mais tarde possamos eliminar por completo e reduzir drasticamente o número de vítimas e de acidentes nestes equipamentos e nestas infraestruturas”, apontou.

Fonte da Infraestruturas de Portugal concretizou que a meta é atingir, até 2030, menos de 10 acidentes por ano.

Miguel Pinto Luz sublinhou que continuam tragicamente a acontecer acidentes após acidentes” nas passagens de nível e admitiu que não é possível eliminar de vez esse “flagelo”.

“Claro que consigo mitigar e esse é o enorme desafio que nós temos hoje em Portugal”, acrescentou.

Segundo o ministro, a palavra de ordem do atual Governo é “concretizar”.

“As coisas não são só de proclamação ou de ‘powerpoint’, são de realidade no terreno. Ou são autos de consignação, ou são contratos assinados, ou são primeiras pedras lançadas e, portanto, concretizar. Esta é a palavra de ordem (…). Só não fazemos aquilo que não podemos”, afirmou.

Hoje, foi consignada a empreitada de supressão de oito passagens de nível e de reclassificação de mais três na Linha do Minho, no concelho de Barcelos.

As obras estarão concluídas até agosto de 2029.

No concelho de Barcelos, fica a faltar a supressão de mais duas passagens de nível, ambas em Arcozelo, uma das quais ficará a cargo do município e a outra da Infraestruturas de Portugal.

Para o presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino Lopes, hoje foi “um dia histórico”, por significar o início da concretização de uma reivindicação com duas décadas.

VCP // MCL

By Impala News / Lusa

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