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Moçambique quer planificação conjunta na Saúde para evitar duplicações de intervenções

Moçambique quer maximizar os recursos na saúde através da planificação conjunta e eficiente entre diferentes atores, visando melhorar a alocação de meios e travar a duplicação de intervenções, num contexto de redução do financiamento, disse hoje fonte oficial.

Moçambique quer planificação conjunta na Saúde para evitar duplicações de intervenções

“Num contexto em que todos nós sabemos e vivemos, é mandatório termos de facto esta abordagem do único plano para a saúde, o único orçamento e um plano de monitoria. Isso vai nos ajudar a maximizar cada vez mais os escassos recursos que nós temos”, explicou o ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, ao lançar, em Maputo, o Mês de Planificação no Setor da Saúde.

O Governo pretende avançar com um instrumento de planificação única do setor, que integra todos os intervenientes, incluindo organizações da sociedade civil, entendendo que o mesmo vai combater a dispersão de recursos e o problema da redução global do financiamento, melhorando o acesso aos serviços de saúde.

O ministro explicou que um plano único vai integrar as intervenções distritais, provinciais e de nível central, através de uma matriz global que vai travar a duplicação de intervenções, promovendo melhor utilização de recursos.

Ussene Isse defendeu esta abordagem para a otimização dos recursos no setor da saúde e criticou “a fragmentação de intervenções”, as “lacunas e duplicação de intervenções ao nível do distrito, da localidade e das províncias”.

Para o responsável, a duplicação de intervenções, que acontece com ações não combinadas nas comunidades, com diferentes parceiros a combaterem o mesmo fenómeno, traz “ineficiências”, não resolvendo o problema principal das comunidades.

“Por outro lado, há este desalinhamento dos momentos de planificação entre nós e outros atores. Então, este alinhamento vai trazer ganhos no que é a definição clara das prioridades e a alocação correta e efetiva dos recursos para ultrapassarmos os problemas”, explicou.

Para o Governo moçambicano, a abordagem de planificação vai expandir o subsistema comunitário, assegurando mais coerência entre as prioridades do setor e outras áreas de desenvolvimento do país.

“Insistimos neste modelo de planificação para promovermos cada vez mais uma visão e uma abordagem transformadora no setor da saúde. Com este modelo vamos promover cada vez mais o engajamento de todos os atores, desde o nível comunitário, até central, partilhando prioridades que afetam a nossa população”, disse o ministro.

PME // MLL

By Impala News / Lusa

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