Do berço ao lucro: Meghan Markle acusada de usar os filhos para vender velas
Meghan Markle enfrenta duras críticas por alegadamente utilizar os nomes dos filhos, Archie e Lilibet, para promover a sua nova marca.
A Duquesa de Sussex, Meghan Markle, está mergulhada numa nova crise de imagem que atravessa o Atlântico, por causa dos filhos. O gatilho para a mais recente vaga de críticas foi a renovação da sua marca de estilo de vida – agora batizada de As Ever, depois do fracasso legal da anterior American Riviera Orchard. No centro do furacão está a acusação de que a antiga atriz estará a usar a identidade dos descendentes para comercializar produtos de gama alta, transformando a vida privada da família em números de série para o mercado de luxo.
“Quando a data de nascimento de uma criança se torna num número de série num produto de luxo, a linha entre o orgulho familiar e a mercantilização real torna-se perigosamente ténue” (Doug Eldridge)
O simbolismo numérico: Quando o aniversário é marketing
O detalhe que incendiou os tabloides britânicos e analistas reais prende-se com a Signature Candle No. 506. Longe de ser um código aleatório, o número aponta diretamente para o dia 6 de maio (5/06), data de nascimento de Archie. A estratégia repete-se com outras peças da coleção que evocam o aniversário de Lilibet. No Reino Unido, a manobra já foi rotulada como “merchandising dos miúdos”, sugerindo que Meghan está a capitalizar o sangue real para sustentar o seu império comercial na Califórnia.
Factos revelam operação marcada por contratempos
A transição para o nome As Ever não foi uma escolha criativa, mas uma imposição jurídica, depois de as autoridades de patentes dos EUA terem bloqueado o nome original por referências geográficas protegidas.
O timing do lançamento, que coincidiu com o centenário do nascimento da Rainha Isabel II, foi lido em Londres como afronta direta ou uma tentativa pouco subtil de retirar protagonismo às homenagens oficiais à falecida monarca.
O suporte mediático da Netflix, que inicialmente parecia ser o pilar desta nova fase, sofreu um revés com a interrupção da colaboração direta na linha de produtos em março de 2026.
A falha na narrativa da privacidade
Para os especialistas em gestão de marcas, como Doug Eldridge, a instabilidade no nome da empresa e as polémicas éticas antes sequer de os produtos chegarem às prateleiras em massa são sinais de alerta. Há uma “dissonância cognitiva” no consumidor: Meghan continua a utilizar o título de Duquesa de Sussex para vender geleias e velas, enquanto mantém uma postura crítica em relação à instituição que lhe deu esses mesmos títulos.
“Quando a data de nascimento de uma criança se torna num número de série num produto de luxo, a linha entre o orgulho familiar e a mercantilização real torna-se perigosamente ténue”, refere o especialista.
A estratégia foca-se na estética de Montecito, mas a análise fria do mercado mostra uma contradição insanável. Os Sussex, que sempre clamaram por privacidade e pelo direito de proteger os filhos da exposição pública, parecem agora usar esses mesmos nomes para conferir um selo real a objetos de consumo mundanos.
Pontos críticos na operação de Meghan Markle
- • Conflito de agenda: A insistência em lançar novidades em datas sensíveis para a Casa Real britânica alimenta a narrativa de que existe intenção de provocação deliberada.
- • Capitalização do título: O uso persistente do título nobiliárquico em etiquetas de produtos norte-americanos é visto como exploração comercial de uma herança da qual Meghan e Harry se quiserem distanciar formalmente.
- • Obstáculos burocráticos: As sucessivas derrotas no registo de marcas indicam preparação deficiente da equipa de marketing da Duquesa.
Embora o Palácio de Buckingham mantenha o silêncio institucional – como é seu apanágio, aliás –, fontes próximas da coroa deixam transparecer “extrema reserva” perante o que consideram ser a venda da imagem dos bisnetos de Isabel II. A marca As Ever nasce por isso sob o peso da dúvida e de uma acusação grave: a de que em Montecito, até o afeto familiar tem preço de etiqueta.