Marta Atalaya Jornalista da SIC surpreende com novo projeto fora da televisão
A jornalista considera que é urgente trazer para o debate público temas importantes, como questões relacionadas com o bem-estar, a saúde da mulher e a fertilidade, por isso decidiu investir num desafio fora da televisão que deverá estrear depois do verão.
Considera-se “pouco ativa” nas redes sociais, mas vai mudar em breve e por um motivo forte. Marta Atalaya considera que pode ter um papel importante na divulgação de informação fidedigna sobre temas de saúde em plataformas que hoje em dia têm muito alcance e onde proliferam as fake news. Por isso, como revelou à NOVA GENTE, vai abraçar um novo projeto, desta vez fora da televisão, que combina saúde e redes sociais.
“Não posso adiantar muita coisa ainda. Sou pouco ativa nas redes sociais, confesso, mas percebo que para determinadas áreas, nomeadamente para a saúde e o bem-estar, podem ter aqui um papel muito importante, porque sabemos que hoje em dia as pessoas, nomeadamente os jovens, procuram muita informação nessas plataformas, e é muito importante que elas tenham informação que seja verdadeira, objetiva e credível. Talvez depois do verão já tenha novidades, prometo”, disse, entusiasmada com o desafio, à margem da conferência que apresentou, organizada pela Wells, com o tema Falar Sobre Saúde da Mulher, Fica Bem.
“É importante falar sobre temas que até agora eram ausentes”
“Sabemos que a informação é muito importante para as pessoas tomarem decisões conscientes e o mais informadas possível. E eu acho que é muito importante falar sobre temas que até agora eram um pouco ausentes das conversas e da agenda pública, como a menopausa, o ciclo menstrual, o bem-estar sexual, a própria infertilidade… São temas que merecem e que devem ser explorados, porque, de facto, percebemos que há muitas mulheres que durante muito tempo viveram em silêncio, com medo de partilhar, de perguntar, e o importante é fazer com que as pessoas tenham acesso à informação, se tornem curiosas, que não normalizem aquilo que estão a sentir, que não normalizem a dor, já que nós, mulheres, temos muita propensão para o fazer”, sublinhou.
A jornalista, de 53 anos, reforçou ainda a importância de haver cada vez mais figuras públicas, e não só, a falar dos seus próprios casos, sem tabus, mas deixa uma ressalva: “As partilhas são importantes para as pessoas sentirem que não estão sozinhas, que aquilo que lhes acontece pode acontecer aos outros, mas também é importante sublinhar que, porque correu bem a alguém, porque aquela pessoa conseguiu, porque aquela pessoa chegou a um determinado objetivo, não quer dizer que a própria pessoa o consiga. Temos de encontrar aqui um equilíbrio entre as expectativas e o otimismo exagerado, e isso, às vezes, é muito difícil de encontrar”.
Texto: Vânia Nunes; Foto: Helena Morais