Brexit: Governador do Banco de Inglaterra instou empresas da City a terem “planos de contingência”

O governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, instou as empresas do centro financeiro de Londres a terem preparados “planos de contingência” para o ‘Brexit’ ou saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Brexit: Governador do Banco de Inglaterra instou empresas da City a terem

Londres, 07 abr (Lusa) – O governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, instou hoje as empresas da City – centro financeiro de Londres – a terem preparados “planos de contingência” para o ‘Brexit’ ou saída do Reino Unido da União Europeia (UE).


Numa intervenção hoje em Londres, Carney revelou que escreveu a todos os bancos e empresas financeiras que operam entre o país e a UE – incluindo subsidiárias de bancos de investimento norte-americanos com sede na capital britânica – para lhes pedir para se prepararem para todos os cenários possíveis nas negociações do ‘Brexit’.


Entre os possíveis cenários, o governador incluiu um no qual ambas as partes não consigam alcançar um acordo e pediu às referidas entidades para terem prontos os planos até 14 de julho.


Segundo o canadiano, o Reino Unido e a UE estão “idealmente posicionados” para poder chegar a um acordo sobre regulação financeira.


“Como concluirão as negociações do ‘Brexit’ será uma prova para uma globalização financeira responsável”, indicou.


Na intervenção, a primeira depois da primeira-ministra britânica, Theresa May, ter ativado em 29 de março último o início formal da rutura entre o país e o bloco comunitário, Carney considerou que Londres é uma “parte vital” do sistema financeiro global e reiterou que a cidade “é o banqueiro de investimento da Europa”.


O governador do Banco de Inglaterra também mencionou que existem “riscos verdadeiros” para a estabilidade financeira no período de transição para a nova relação que será estabelecida no futuro entre Londres e Bruxelas.


Nos “riscos verdadeiros”, Carney incluiu uma possível alteração dos serviços, debilidade dos benefícios da banca de investimento e uma possível maior complexidade nas estruturas legais das empresas.



MC // ATR

By Impala News / Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share