Desafios estruturais só se vencem com agenda para médio e longo prazo – PM

O primeiro-ministro, António Costa, reiterou hoje a aposta no Programa Nacional de Reformas (PNR) do Governo, sublinhando que os desafios estruturais do país só se vencem com uma agenda política e programática de médio e longo prazo.

Desafios estruturais só se vencem com agenda para médio e longo prazo - PM

Lisboa, 23 fev (Lusa) – O primeiro-ministro, António Costa, reiterou hoje a aposta no Programa Nacional de Reformas (PNR) do Governo, sublinhando que os desafios estruturais do país só se vencem com uma agenda política e programática de médio e longo prazo.


O “maior erro”, vincou o chefe do Governo esta tarde em Lisboa, é tomar como adquiridos os bons dados económicos recentes do país e, “à custa da conjuntura” favorável, “ignorar desafios estruturais que só se vencem com uma agenda para a década”, no caso o PNR.


“Para haver inovação, temos de ter qualificação dos nossos recursos humanos. Mas, ao mesmo tempo, é a inovação que motiva o investimento nos nossos recursos humanos”, declarou o primeiro-ministro, na apresentação do programa Interface, que liga o ensino superior às empresas.


E prosseguiu: “O grande objetivo do nosso PNR é mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade. E isso significa inovação, inovação, inovação”.


Costa lembrou que a taxa de crescimento médio de Portugal na última década e meia é de 0,2%, valor que o executivo pretende potenciar nos próximos anos.


O programa Interface, que tem como objetivo “a transferência de tecnologia e inovação na indústria portuguesa”, vai ter um montante de 1.400 milhões de euros nos próximos seis anos, disse hoje à Lusa o ministro da Economia.


“Vai criar incentivos entre o ensino superior e as empresas, fazendo a ponte do conhecimento à necessidade de inovação empresarial”, afirmou Manuel Caldeira Cabral, salientando que o programa Interface “vai ter um valor de 1.400 milhões de euros nos próximos seis anos”.


O programa tem como objetivo reforçar as ligações entre empresas, universidades, politécnicos e centros tecnológicos, permitindo uma maior ligação entre o conhecimento científico e a inovação empresarial.



PPF (ALU) // VAM


By Impala News / Lusa