PR Moçambicano diz que Corredor de Nacala pode dinamizar economia africana
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou em Nacala que o Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLN), norte de Moçambique, tem condições para impulsionar a economia africana, devido à sua grandeza e ao seu caráter transfronteiriço.
Nacala, Moçambique, 12 mai (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou hoje em Nacala que o Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLN), norte de Moçambique, tem condições para impulsionar a economia africana, devido à sua grandeza e ao seu caráter transfronteiriço.
“O Corredor Logístico Integrado de Nacala dispõe de um grande potencial para dinamizar a economia nacional e até da região Austral e da África”, disse Filipe Nyusi, falando na inauguração do CLN.
O CLN compreende uma ferrovia com 912 quilómetros, incluindo 200 que atravessam o território do Malaui, e um terminal portuário de águas profundas que escoa o carvão que a mineira brasileira Vale produz no distrito de Moatize, província de Tete, centro de Moçambique.
Filipe Nyusi assinalou a grandeza da infraestrutura, apontando que o seu funcionamento vai ter impacto na economia e no bem-estar de Moçambique e dos países vizinhos sem acesso direto ao mar.
“O Corredor Logístico Integrado de Nacala é uma infraestrutura de base produtiva com impacto direto em vários setores de atividade económica e no bem-estar dos moçambicanos”, declarou o chefe de Estado moçambicano.
Filipe Nyusi declarou que o Governo moçambicano espera que o CLN seja uma alavanca para o incremento do transporte dos recursos minerais, comercialização agrícola e desperte o potencial turístico da província de Nampula.
“Queremos que o CLN venha a catalisar o surgimento de iniciativas empreendedoras que visem melhorar a qualidade de vida das populações”, enfatizou o chefe de Estado moçambicano.
Filipe Nyusi exortou o consórcio responsável pelo corredor a respeitar os interesses das comunidades e o meio ambiente, bem como a apostar no recrutamento de mão-de-obra moçambicana e na compra de serviços e bens locais.
A Vale projeta exportar a partir do próximo ano 18 milhões de toneladas de carvão por ano, atingindo o máximo da capacidade da nova ferrovia, contra 13 milhões de toneladas este ano e seis milhões em 2016, ano em que o CLN entrou em operação.
Para poder exportar em pleno o carvão que produz em Moatize, província de Tete, centro de Moçambique, a Vale associou-se à japonesa Mitsui e à empresa pública moçambicana CFM, num investimento de 4,5 mil milhões de dólares.
A cerimónia de inauguração do CLN paralisou hoje a vila do distrito de Nacala-A-Velha, juntando, além do Presidente da República, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Ferreira Nunes, governantes moçambicanos, deputados, empresários e representantes da comunidade local.
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By Impala News / Lusa