PR moçambicano defende mais espaço para privados no transporte aéreo e terrestre
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu que o país precisa de dar mais espaço para o setor privado nos transportes aéreos e terrestre de passageiros.
Maputo, 13 abr (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu hoje que o país precisa de dar mais espaço para o setor privado nos transportes aéreos e terrestre de passageiros.
“Não posso compreender como é que vocês [instituições reguladoras] fecham o circuito. Os tempos são outros”, observou Filipe Nyusi durante uma reunião do conselho consultivo do Ministério dos Transportes e Comunicação.
Antes do encontro, o chefe de Estado visitou as empresas públicas de transportes de Maputo (EMTPM), as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), o Instituto Nacional de Transportes Terrestres (Inatter) e ainda a empresa dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).
Filipe Nyusi defende que a liberalização do espaço aéreo e terrestre pode garantir que haja sempre meios alternativos em momentos de crise, evitando, por exemplo, que as dificuldades que a EMTPM e a LAM atravessam tenham forte impacto o dia-a-dia-
“Fui à EMTPM e vi mais de 70 carros parados por causa de pneus e baterias”, lamentou o chefe de Estado moçambicano, que defende uma “restruturação profunda” da empresa responsável pelos autocarros de transporte público da capital.
O país atravessa uma crise grave no sistema de transportes terrestres e o chefe de Estado entende que Moçambique precisa de “saber o que quer” do setor, lembrando que se trata de uma atividade imprescindível para a economia.
No que respeita à LAM, o chefe de Estado moçambicano defendeu que “é preciso fazer um pouco mais”.
“Parece-me que não há uma linha de princípios na empresa. Quem chega quer fazer a sua coisa”, criticou Filipe Nyusi, lembrando que a companhia perdeu o princípio da formação, que apontou como um dos mais importantes elementos para a sustentabilidade de uma empresa.
Por outro lado, questionou-se sobre o facto de o país não ter aviões para voar na quantidade desejada, mas também não deixar outros entrar no setor, numa alusão às imposições colocadas pela autoridade reguladora (Instituto Nacional de Aviação Civil) para que novas companhias entrem no país.
Dos dez aviões disponíveis na LAM, companhia de bandeira nacional, apenas cinco estão operacionais e a companhia tem estado a receber críticas devido a atrasos de voos e má qualidade de serviços.
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By Impala News / Lusa