Catarina Martins diz que é natural que o BE dispute espaço político nas autárquicas

A coordenadora do Bloco de Esquerda respondeu hoje a críticas do secretário-geral do PCP sobre as candidaturas autárquicas na margem sul, afirmando que é natural que o BE dispute o seu espaço político próprio em todo o país.

Catarina Martins diz que é natural que o BE dispute espaço político nas autárquicas

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Lisboa, 26 mar (Lusa) – A coordenadora do Bloco de Esquerda respondeu hoje a críticas do secretário-geral do PCP sobre as candidaturas autárquicas na margem sul, afirmando que é natural que o BE dispute o seu espaço político próprio em todo o país.


“Nas autárquicas como nas legislativas os partidos apresentam candidaturas autónomas uns dos outros, naturalmente disputam o seu espaço político próprio com as suas propostas. É assim em todo o país e não só numa parte do país. É natural que seja”, afirmou Catarina Martins.


A coordenadora bloquista respondia aos jornalistas em conferência de imprensa, em Lisboa, após questionada sobre as críticas do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ao BE, numa iniciativa dos comunistas no Seixal.


Jerónimo de Sousa defendeu a “importância distintiva do projeto da CDU” face a projetos de outras forças políticas, “sejam PSD e CDS, seja o PS, seja o BE” e criticou em particular a atitude dos bloquistas na “margem sul”.


“E dizemos BE, porque, muitas vezes, quase que não se lhes pode tocar que ficam logo ofendidos. Mas vir aqui para a margem sul dizer que o adversário principal é a CDU, que o que é preciso é retirar maiorias absolutas à CDU, aqui no Seixal ou em Almada, estão a demonstrar que para eles o adversário principal é a CDU. Para eles a direita, o PS, não importa”, disse Jerónimo de Sousa.


Questionada sobre estas afirmações, Catarina Martins respondeu que o BE apresenta-se às eleições autárquicas “com um programa político claro” que pretende “mais democracia às autarquias, mais transparência e mais combate à corrupção, mais direitos sociais básicos como o direito à habitação ou o direito à mobilidade”.


“Vamo-nos bater por isso e são os eleitores que decidem como sempre”, disse.



SF (GR) // JNM

By Impala News / Lusa

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