Sangue e pânico em Teotihuacán: Atirador faz dois mortos e 13 feridos
Um tiroteio no México transformou a Pirâmide da Lua num cenário de guerra. Uma turista morreu e 13 ficaram feridos. Veja os factos aqui.
O rasto de destruição deixado pelo último tiroteio no México ainda ecoa entre as pedras milenares de Teotihuacán. Na manhã desta segunda-feira, 20 de abril, o que deveria ser uma visita histórica transformou-se num pesadelo real na Pirâmide da Lua. Um homem armado subiu ao topo do monumento e, do alto dos seus 45 metros, disparou friamente contra a multidão. O balanço é trágico: uma turista canadiana morta e o próprio atirador sem vida, após ter-se suicidado no local. Pelo menos 13 pessoas ficaram feridas no meio do caos.
“O que aconteceu hoje em Teotihuacán entristece-nos profundamente” (Claudia Sheinbaum)
O terror vindo do topo da Pirâmide da Lua
Passavam poucos minutos das 11h30 quando o som seco dos disparos silenciou as vozes dos turistas. Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos, não estava ali para apreciar a vista. Munido de uma pistola Smith & Wesson e uma faca, o atacante escalou a estrutura para ganhar vantagem tática.
De lá, disparou cerca de 30 vezes. Não havia para onde fugir. Testemunhas descrevem cenas de pânico absoluto, com pessoas a tentarem proteger-se atrás dos degraus de rocha vulcânica. Após espalhar o terror, Ramírez apontou a arma à própria cabeça e disparou. Morreu no topo da pirâmide que escolheu como palco para o massacre.
Um balanço de vítimas internacional
O impacto deste tiroteio no México sente-se além-fronteiras. A vítima mortal é uma mulher canadiana de 32 anos, cuja identidade está a ser preservada a pedido das autoridades consulares. No entanto, o rasto de sangue não ficou por aqui. Entre os 13 feridos assistidos de urgência, o cenário é de uma diversidade dolorosa: seis norte-americanos, três colombianos, dois brasileiros, um russo e um canadiano.
Nem todos foram atingidos pelas balas. O pânico nas escadarias íngremes de Teotihuacán causou quedas graves. Seis pessoas sofreram fraturas e traumatismos enquanto tentavam descer desesperadamente a pirâmide para escapar aos tiros. Entre os feridos mais jovens estão uma criança de seis anos e um adolescente de 13, que assistiram de perto ao horror.
Reações de choque e o futuro da segurança
“O que aconteceu hoje em Teotihuacán entristece-nos profundamente”, afirmou a presidente Claudia Sheinbaum, que ordenou uma investigação imediata ao incidente. A resposta internacional foi rápida, com a Ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Anita Anand, a classificar o ataque como um “ato horrível de violência armada”.
O momento não podia ser mais crítico para o Governo mexicano. A menos de dois meses de o país receber o Mundial de Futebol de 2026, a segurança em pontos turísticos de elite volta a estar sob fogo cruzado. Teotihuacán, que recebe mais de um milhão e meio de pessoas por ano, está agora selada pela Guarda Nacional. As perícias continuam, mas a confiança dos visitantes sofreu um golpe que as autoridades terão dificuldade em recuperar.