Ministro da Saúde defende que tempo das consultas deve ser definido caso a caso

O ministro da Saúde afirmou que tem de ser o médico a avaliar, com o doente, o tempo de atendimento necessário, alegando que realidades distintas precisam de tempos diferentes.

Ministro da Saúde defende que tempo das consultas deve ser definido caso a caso

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Lisboa, 08 fev (Lusa) — O ministro da Saúde afirmou hoje que tem de ser o médico a avaliar, com o doente, o tempo de atendimento necessário, alegando que realidades distintas precisam de tempos diferentes.


De acordo com Adalberto Campos Fernandes, poucos minutos podem ser suficientes para cumprimentar um doente e passar uma receita, mas “para atender um doente oncológico não”.


O ministro reagia a uma ideia avançada ao jornal Público pelo novo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, de estabelecer tempos mínimos para atender os doentes.


O jornal noticiou hoje que a Ordem quer fixar tempos “mínimos aceitáveis” para as consultas nos hospitais e centros de saúde, que poderão variar consoante as especialidades.


Adalberto Campos Fernandes abordou hoje a questão durante um colóquio promovido pelo Forum Hospital do Futuro, em Lisboa.


Questionado pelos jornalistas no final do encontro, o ministro referiu que estará hoje presente na posse do bastonário e que haverá tempo para trabalhar esta questão com a organização representativa dos médicos.


“O que o senhor bastonário diz é definir níveis de segurança e termos de referência para uma prestação de cuidados de qualidade, que não tem tanto a ver com o tempo, mas com a dignificação da relação médico – doente”, declarou.


“Cada realidade é uma realidade, mas vamos trabalhar, depois da posse iremos ter muito tempo. Creio que é uma boa ideia que seguramente iremos ter muito tempo para analisar”, referiu.


O ministro disse ainda que há uma convergência de intenções e de princípios com os sindicatos dos médicos para a reposição das horas extraordinárias.


“Tivemos uma reunião com os sindicatos médicos e transmitimos qual era a posição do governo sobre esta matéria, aguardamos a publicação do decreto-lei de execução orçamental e haverá uma reposição faseada do trabalho extraordinário dos médicos, como aliás sempre dissemos que iria acontecer”, sustentou.


O objetivo, sublinhou, é “voltar a chamar os médicos mais diferenciados e mais qualificados ao trabalho, nomeadamente ao trabalho urgente, reduzindo ao mínimo indispensável o trabalho com recurso ao trabalho de empresas, muitas vezes com recursos não diferenciados”.


AH // JMR

By Impala News / Lusa