Tânia Ribas De Oliveira “Dizer que a idade não pesa é mentira”
A apresentadora de A Nossa Tarde, da RTP1, está há quase duas décadas no daytime do canal e não podia estar mais satisfeita com a mudança de estúdio, cenário e conteúdos do programa. Nesta entrevista, fala ainda da idade e das suas preocupações com os dois filhos.
Está há quase 20 anos no daytime. Não tem outras ambições?
Eu nunca fechei a porta a nenhum formato. O [José] Fragoso e a restante direção de Programas da RTP sabem perfeitamente que fazem conta comigo para tudo. Eu já fiz concursos e gostei imenso, e nunca neguei, nunca mesmo, que gostava de voltar a fazer. Mas o meu registo, a minha casa, é o daytime, que faço há 17 ou 18 anos consecutivos, todos os dias em direto.
Não cansa?
Cansa tanto como outro emprego qualquer. Há dias em que nós não estamos tão bem e o exercício é maior. E depois há outros dias em que isto flui, em que de repente já são cinco e meia da tarde e nem sabemos bem como. Em qualquer profissão, por mais que gostemos daquilo que fazemos, há dias em que estamos menos bem.
A diferença é que a vossa está exposta.
Exato. Isso obriga a que o esforço seja maior nesse sentido. Claro que pode passar-se por momentos menos bons, mas eu sou muito feliz a fazer aquilo que faço. Não me posso queixar.
E estas mudanças, sejam por necessidade própria ou não, dão outro entusiasmo?
Dão, dão!
O programa vai fazer sete anos em abril. A Tânia faz 50 em junho.
É verdade [risos].
É um número marcante. Como é que se sente com este avançar de idade?
Honestamente, não penso muito nisso, mas dizer que a idade não pesa é mentira. É óbvio que pesa. Quando me perguntarem a idade daqui a meia dúzia de meses e eu disser 50… é um peso, não é? E é um peso que também vem muito de quando éramos miúdos, em que os 50 anos da altura não eram nada os 50 anos de agora.
Leia a entrevista na íntegra na NOVA GENTE desta semana. Já nas bancas!

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Arquivo Impala & Redes sociais