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Responsável defende introdução de veículos elétricos em Macau

O vice-presidente internacional do Conselho Chinês para a Cooperação em Ambiente e Desenvolvimento defendeu a transição de Macau para uma “economia verde” com a introdução de veículos elétricos no território.

Macau, China, 31 mar (Lusa) – O vice-presidente internacional do Conselho Chinês para a Cooperação em Ambiente e Desenvolvimento defendeu hoje a transição de Macau para uma “economia verde” com a introdução de veículos elétricos no território.


Achim Steiner, antigo diretor executivo do Programa da ONU para o Ambiente, falava aos jornalistas no âmbito do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau (MIECF, na sigla inglesa).


“O custo mais elevado de adquirir um automóvel e usar petróleo não é o combustível, é a poluição e a saúde. O uso de combustíveis fósseis está a matar as pessoas, é simples”, afirmou.


De acordo com estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de seis milhões de pessoas morrem prematuramente todos os anos devido à má qualidade do ar.


Com uma população de cerca de 650 mil habitantes e 250 mil veículos e motorizadas, Macau “representa uma enorme oportunidade para uma transição para uma economia verde” com a introdução de carros elétricos, disse.


Esta transição só é bem sucedida se os governos intervierem para garantir investidores e infraestruturas, incentivos aos utilizadores e um bom serviço de abastecimento na cidade, explicou.


“Se o governo não desenvolver estas medidas, é muito difícil ao setor privado vender carros e aos consumidores escolher veículos elétricos”.


Macau pode aproveitar o enorme potencial no setor automóvel da China, que é um líder mundial na produção, acrescentou Steiner.


Steiner lembrou também a importância de um sistema de transportes públicos conveniente para o utente, o que implica “frequência, qualidade e cobertura”.


O desenvolvimento de energias limpas, uma utilização eficiente dos recursos, a separação entre o crescimento económico e as emissões de carbono, a resolução dos problemas da qualidade do ar, reciclagem e gestão podem integrar a cooperação definida na estratégia “Uma faixa, uma rota” da China, considerou, destacando o papel de Macau.


A décima edição do MIECF abriu na quarta-feira com as palavras do chefe do executivo de Macau, Fernando Chui Sai On, que lembrou que o “reforço da proteção ambiental” foi definido “como uma prioridade” para “garantir uma cidade com qualidade de vida, com intenção de equilibrar e coordenar o desenvolvimento urbano e a proteção ambiental”, de acordo com o primeiro plano quinquenal do Governo, apresentado no ano passado.


“Também iremos aproveitar as oportunidades de desenvolvimento criadas pela estratégia ‘Uma Faixa, Uma Rota’ [e] à medida que desenvolvemos o papel de Macau como ‘Um Centro, Uma Plataforma’ iremos encorajar uma cooperação regional próxima na área da proteção do ambiente e o desenvolvimento de uma economia verde”, afirmou.


Subordinada ao tema “Desenvolvimento Verde Inovador para um Futuro Sustentável”, a edição deste ano do MIECF conta com mais de 50 oradores e mais de 450 expositores de 17 países e regiões, incluindo de países de língua portuguesa.


O MIECF, cujo programa inclui seminários, fóruns, além da área de exibição, decorre no centro de convenções e exposições do hotel-casino Venetian até sábado, único dia aberto ao público em geral.



EJ // ANP

By Impala News / Lusa

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