Rebeca Caldeira após ridicularizada na TV: “Ninguém sabe o que uma pessoa carrega”
A influenciadora digital não se calou e recorreu às redes sociais para manifestar a sua profunda indignação com o painel do programa V+ Fama. Em causa estão críticas acutilantes ao facto de Rebeca fazer terapia, com direito a frases polémicas como “vai trabalhar para um supermercado”. Saiba tudo sobre este confronto.
Rebeca Caldeira viu uma entrevista sua ser analisada ao pormenor no V+ Fama e a reação não se fez esperar. Através de um longo e arrasador desabafo, a criadora deu a sua versão dos factos sobre as suas idas à terapia e os comentários que, sobre isso, foram feitos no programa apresentado por Adriano Silva Martins.
Rebeca começou por ironizar a situação, explicando que as críticas nasceram de uma mentira: “Por onde começar … Esta semana descobri uma coisa curiosa: aparentemente há pessoas que acham que terapia só faz sentido se fores ‘MESMO famoso’. Caso contrário ‘não aceitam’. Durante quase 20 minutos comentaram uma entrevista minha a desvalorizar completamente o facto de eu ter procurado apoio psicológico. E tudo isto baseado num título que eu nunca disse. Eu nunca disse a frase ‘fiz terapia para lidar com a fama’”, esclareceu.
A influenciadora explicou os seus verdadeiros motivos para procurar ajuda médica: “O que eu disse foi que procurei apoio especializado para lidar melhor com várias coisas da minha vida entre elas a minha “nova vida”… e outros temas pessoais. Não consigo perceber porque é que isto parece assim tão descabido”.
O que mais revoltou Rebeca Caldeira foi o tom depreciativo e os ataques pessoais que ouviu: “O que retiro disto é que é mesmo triste que ainda se fale de terapia com este tom de gozo. Como se pedir ajuda fosse sinal de fraqueza, exagero ou egocentrismo (como foi dito durante este momento). Como se só algumas pessoas tivessem direito a cuidar da saúde mental. Disseram coisas como ‘vai trabalhar para um supermercado’, ‘agora toda a gente faz terapia’ (mas num tom de gozo), ‘não vais à terapia porque te chamaram gorda ou estúpida’”, denunciou.
O apelo contra o preconceito
A fechar o seu desabafo, Rebeca recordou que o sofrimento psicológico não escolhe profissões nem estatutos sociais: “Ninguém sabe a vida dos outros. Ninguém sabe o que uma pessoa vive, o que carrega, o que sente ou o que está a tentar resolver dentro dela. Procurar ajuda não devia ser motivo de critica. Devia ser visto com normalidade. E escolher uma profissão não significa que automaticamente sabemos lidar com tudo o que vem com ela. Isso acontece em qualquer trabalho! Acho sinceramente que se mais pessoas olhassem para a terapia sem preconceito, talvez houvesse menos vergonha em pedir ajuda. E isso podia fazer muito bem a muita gente…”, rematou de forma categórica.
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: DR