Quem Quer Namorar com o Agricultor João Faria Menezes: “O meu filho foi expulso da creche por minha culpa”
João Faria Menezes, ex-concorrente do “Quem Quer Namorar Com o Agricultor”, explica polémica com a creche do filho.
João Faria Menezes ficou conhecido, há seis anos, quando participou no programa “Quem Quer Namorar Com o Agricultor”, da SIC.
O romance com Tatiana Valério não perdurou, mas encontrou novamente o amor ao lado de Soraia Moura Lopes, ao regressar ao formato na edição “Tudo Por Tudo”, em 2021. Juntos têm um filho, Manuel João, de 19 meses, e a empresária está à espera do segundo bebé.
No entanto, João está a enfrentar dificuldades com a creche do filho. No Facebook, o ex-concorrente, natural de Monto do Poço, explicou tudo o que se passou.
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Confira o texto partilhado por João Faria Menezes!
“Há momentos na vida que temos de falar e expor as injustiças e maldades que nos rodeiam, e que muitos presenciam e vivenciam silenciosamente.
Ser pai mudou a minha perspectiva sobre algumas questões da vida, mas não mudou a minha indignação perante situações e pessoas que não merecem a consideração de ninguém.
Falo-vos de um caso em concreto: o meu filho foi expulso da creche por minha culpa.
Sim, foi expulso. E tudo começou quando comecei a questionar a direção da escola sobre algumas questões do dia a dia da instituição, algo que não caiu nada bem à direção. Talvez porque nunca ninguém tivera a coragem de o fazer ou porque não tinham voz para falar. Ou até porque não convinha falar.
A verdade é que nós enquanto pais, sem rede familiar proxima de suporte, estamos totalmente dependentes destas instituições para podermos continuar com os nossos compromissos laborais e assim garantir nosso sustento para o dia a dia, continuar com as nossas vidas a construir a nossa família.
Quando entregamos os nossos filhos a estas instituições somos obrigados a confiar cegamente nas pessoas que lá trabalham, desde as assistentes operacionais, as auxiliares e as educadoras, passando inevitavelmente pela direção da escola.
Aí entra a diferença entre as boas e as más pessoas. Quando pessoas com mau ímpeto estão à frente destas instituições, sentem um poder tremendo por nos “terem na mão”, por sentirem que precisamos desesperadamente deste serviço, e usam e abusam desse pseudo-poder a seu belo prazer, a manipular e mal tratar os pais, que sempre sucumbem a estas intimidações, por necessidade e desespero.
Mas por vezes aparece alguém que rompe o status-quo e enfrenta, sem medos e sem receios, as pessoas que estão à frente destas instituições. E como é expectável, essas pessoas reagem (muito) mal. Mal ao ponto de fazerem coisas muito erradas, que nos deixam completamente perplexos com tamanha estupidez humana.
Hesitei, hesitei muito pelo meu filho conviver e estar diariamente à mercê destas pessoas, mas ao mesmo tempo acreditei que não fossem tão estúpidas ao ponto de fazerem mal a um pequeno Ser completamente indefeso e que não tem culpa nenhuma da maldade humana.
Meu filho foi expulso da creche onde estava porque eu, no decorrer de uma reunião de pais, chamei de incompetente à direção da instituição, e justifiquei o porquê, legitimamente. Tudo o que aconteceu depois dessa reunião só confirma o que afirmei, e mais, mostrou o verdadeiro mau carácter, falta de humanidade e total maldade com que essas pessoas são feitas.
A direção de uma instituição deste género deveria estar única e exclusivamente interessada e focada numa só coisa: o bem estar dos nossos filhos!
À minha voz de indignação juntaram-se outros pais, que mesmo coagidos e ameaçados decidiram falar, e que também têm visto os seus filhos serem expulsos da instituição. Outros têm sido persuadidos a não falar com a ameaça que os seus filhos também serão expulsos.
Recorri a todos os meios legais ao meu alcance. Agora está na mão das autoridades competentes conseguirem fazer novamente daquela instituição uma casa de confiança, com honestidade e transparência, com uma direção integra e capaz, em prol da sociedade e dos nossos filhos. Porque no fim do dia tudo o que mais importa é os nossos filhos estarem bem, com pessoas de bem.
Há males que vêm por bem, o nosso pequeno Manuel está agora numa instituição com pessoas de bem, gente boa, que nos deixam de alma tranquila e de coração quentinho pelo modo como recebem e tratam dos nossos filhos, com uma atitude que nos comove e fazem-nos acreditar que há de facto pessoas boas neste mundo, e que podemos confiar para deixarmos os nossos filhos.
À instituição de onde o meu filho foi expulso apenas desejo o melhor, porque têm a obrigação de fazer cumprir a missão que lhes foi incumbida: cuidar dos nossos pequenos filhos.”
Texto: Luís Sigorro; Fotos: Redes sociais