Navio-escola da Greenpeace inicia em fevereiro campanha de educação ambiental em Cabo Verde
O navio-escola Esperanza, da organização ambientalista Greenpeace, chega em fevereiro a Cabo Verde para iniciar uma campanha de educação e sensibilização ambiental, voltada sobretudo para as questões ligadas à pesca e aos oceanos.
Praia, 08 dez (Lusa) – O navio-escola Esperanza, da organização ambientalista Greenpeace, chega em fevereiro a Cabo Verde para iniciar uma campanha de educação e sensibilização ambiental, voltada sobretudo para as questões ligadas à pesca e aos oceanos.
A informação foi avançada hoje à imprensa, na cidade da Praia, por Ibrahima Cisse, que chefia uma delegação da Greenpeace África que está em Cabo Verde para abordar com as autoridades locais questões relacionadas com a exploração sustentável de recursos naturais e apresentar a denominada “Campanha dos Oceanos”.
Segundo Ibrahima Cisse, depois de Cabo Verde, o Esperanza vai passar pela Mauritânia, Senegal, Guiné Conacry, Guiné-Bissau, Gâmbia e Serra Leoa.
“A Greenpeace pretende construir uma nova relação com os países e esperamos ter uma base na África ocidental e na África em geral, que nos permitirá trabalhar diferentes projetos”, adiantou o responsável da organização ambientalista, após um encontro com o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e do Desporto, Fernando Elísio Freire.
Em relação a Cabo Verde, onde a Greenpeace ainda não tem neste momento uma representação, Ibrahima Cisse disse que a visita serve para estabelecer contactos com organizações locais que possam trabalhar na promoção da campanha ambiental.
O representante da Greenpeace afirmou que o objetivo da campanha é sensibilizar as populações sobre as questões ambientais, com destaque para as ligadas aos oceanos, como a pesca ilegal, novas práticas de pesca e poluição marítima.
Por isso, adiantou que a organização pretende reforçar a capacidade dos países na melhoria da gestão da pesca, numa campanha que também será destinada às crianças e às escolas.
“Trata-se de um projeto concreto que vamos começar a partir do próximo ano”, prosseguiu, esperando construir uma “relação sólida” com as comunidades, com os Governos e com as organizações de pesca, para lhes ajudar a regulamentar a sua atividade.
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