Português “nunca vai ser uma língua oficial” ONU devido aos custos – MNE
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou hoje, no parlamento, que o português “nunca vai ser uma língua oficial” das Nações Unidas, “como são outras”, devido aos custos.
Durante a audição regimental do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o deputado do Livre Rui Tavares questionou o governante sobre o objetivo de o português se tornar uma língua oficial das Nações Unidas até 2030.
Para o deputado – que parabenizou a eleição de Portugal como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas – o facto de o mandato do secretário-geral da organização, António Guterres, estar a terminar faz com que haja uma “janela de oportunidade que se está a fechar”.
Como resposta, Rangel declarou que “o português nunca vai ser língua oficial como são outras, devido aos custos”.
Concretamente, segundo o chefe da diplomacia, Portugal e o Brasil estão disponíveis para arcar com os custos, mas essa dimensão é enorme e, apesar de já terem avaliado várias opções, não tem sido possível avançar com a ideia.
“Estamos sempre a analisar como fazer, mas isso nada tem a ver com o facto de o secretário-geral ser português. Do ponto de vista financeiro, é um esforço muito grande e estamos avaliar como poderia ser compensatório”, esclareceu.
Na cimeira de 2016 de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Brasília, no Brasil, foi aprovada uma proposta para que o português se tornasse, até 2030, uma língua oficial das Nações Unidas (ONU).
Essa proposta tem constado também nos programas de Governo do executivo do PSD-CDS-PP desde 2024.
NYC (JH) // VM
By Impala News / Lusa