Pinto Da Costa Viúva absolvida em processo movido pelo filho do presidente
Alexandre, filho mais velho de Jorge Nuno Pinto da Costa, questionou o testamento deixado pelo pai e reclamou 3,7 milhões de euros à madrasta, mas a Justiça não lhe deu razão e perdeu na primeira instância. Desgastada com todo o processo, a viúva só quer paz. Despediu-se do banco onde trabalhava para se proteger e recusa falar publicamente por causa de uma promessa que fez ao marido.
Um ano depois da morte de Jorge Nuno Pinto da Costa, os herdeiros continuam em guerra, dentro e fora do tribunal. Alexandre, o filho mais velho do antigo Presidente do FC Porto, não concorda com o que lhe foi atribuído e avançou com um processo contra a mulher do pai, Cláudia Campo, mas no mês passado, sabe a NOVA GENTE, sofreu a primeira derrota. Isto porque a antiga bancária, de 49 anos, foi absolvida e aguarda agora por saber se o enteado vai recorrer ou não da decisão judicial.
A nossa revista tentou obter uma reação de Cláudia, mas esta preferiu remeter-se ao silêncio. “Não faço qualquer tipo de comentários sobre o processo. Deixei esse assunto com os meus advogados”, explicou, sublinhando ainda que não falará publicamente sobre esse tema nem sobre nenhum outro que envolva o marido, e justificando o motivo. “Nunca dei entrevistas nem nunca darei. Prometi-lhe isso e vou cumprir. Ele sempre disse que as homenagens são para serem feitas em vida. Disse-me isso a mim e a quem lhe era mais próximo: não queria que fizéssemos homenagens depois da sua morte”.
Quanto à guerra familiar, esta não vem de agora. O filho mais velho de Jorge Nuno Pinto da Costa mantinha uma relação controversa com o pai, já que passaram largos períodos de costas voltadas, uma situação que se arrastava naturalmente à madrasta. E, pouco antes de morrer, o presidente do FC Porto alterou o testamento e deixou ao filho apenas o mínimo estipulado por lei. Ou seja, deixou-o à margem da quota disponível, a parte da herança da qual se pode dispor livremente, e incluiu apenas a filha mais nova, Joana, e a companheira, Cláudia. Ainda assim, Alexandre é herdeiro natural e luta agora em tribunal para receber aquilo que, na sua visão, lhe pertence. Depois da morte do pai, a 15 de fevereiro de 2025, terá partilhado com amigos próximos que considera “anormal” as suas contas estarem praticamente a zeros. Isto porque, só nos últimos 25 anos, Pinto da Costa terá recebido cerca de 10 milhões de euros nas contas da SAD, enquanto presidente do clube azul e branco. Além disso, há ainda a questão das ações do clube, que foram alegadamente vendidas por 350 mil euros e não haverá rasto desse dinheiro. De acordo com a CNN, Alexandre terá também “mostrado incredulidade com o desaparecimento da vasta coleção de obras de arte da família”, assim como de alguns relógios do museu pessoal do pai, “avaliados em centenas de milhares de euros”.
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Indignado, em março do ano passado, deu entrada com dois processos contra Cláudia Campo, cabeça de casal, no Juízo Central Cível do Porto. Na primeira ação, reclama 3,69 milhões de euros e, na segunda, alega delapidação do património do pai. Isto porque, de acordo com o último testamento, Pinto da Costa deixou apenas um apartamento T1 no Porto e obras de arte.
Entretanto, na gala do Jornal O Gaiense, há um ano, enquanto “herdeiro legítimo” do pai, Alexandre afirmou que iria doar o espólio desportivo do antigo presidente. “A parte do seu museu pessoal que me será legitimamente entregue será doado por mim graciosamente ao FC Porto, sem haver qualquer interesse financeiro ou renda futura em troca. É a minha vontade e tenho a certeza de que ele ficaria contente com esta atitude”, disse. Porém, como nada ainda está concluído, os bens ainda não foram distribuídos.
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Texto: Vânia Nunes; Fotos: Arquivo Impala.