Nuno Correia da Silva considera que CDS pode ser mais na coligação com o PSD
O candidato à liderança do CDS-PP Nuno Correia da Silva defendeu hoje que o partido pode ser mais na coligação com o PSD e que uma coligação que só “subtrai” não serve o futuro.
“O CDS – Partido Popular, pode ser mais nesta coligação”, afirmou Nuno Correia da Silva na apresentação de uma moção ao congresso do partido, em que assumiu que irá disputar a liderança, “com ou sem coligação com o PSD” em próximas eleições.
“É por pensar que o CDS pode ser mais que apresento esta moção”, disse o antigo deputado que irá disputar a liderança com Nuno Melo, assumindo o “propósito muito claro” de “recuperar as bandeiras do partido”, quer as que no passado “levantámos bem alto” quer “aquelas que o futuro exige”.
O candidato que afirmou não ver no PSD “um adversário”, alertou hoje os congressistas que “a coligação com o PSD só é útil” quando permite ao CDS “ser maior”.
Assumindo “não ter medo das palavras”, Correia da Silva deixou claro que “quando a coligação com outro partido é uma coligação que nos dilui, ela só subtrai e pode servir o presente, mas não serve o futuro”, pelo que, defendeu, as decisões que o CDS tomar hoje “tem que ser muito bem pesadas “porque mais importante que o dia de hoje é o dia da amanhã”.
Nuno Correia da Silva defendeu, perante os congressistas reunidos em Alcobaça, que as decisões que o CDS tomar hoje “têm que ser muito bem pensadas, têm que ser muito bem ponderadas” porque o partido “não pode confundir estratégia com tática”.
A estratégia, explicou “é a afirmação dos nossos valores” e a tática, acrescentou, “poderá ser uma coligação pré-eleitoral ou pós-eleitoral”.
Na moção intitulada “Liberdade em Movimento”, Nuno Correia da Silva defendeu que o partido volte a erguer bandeiras como a de ser o partido dos contribuintes, dos pensionistas, das famílias, dos produtores. Ou seja, “o partido de todos e onde todos são bem-vindos”.
Na visão de Correias da Silva, “um partido que combate a agenda que se instalou na política, a agenda que quer dividir, que divide tudo e todos, que procura no êxito de uns, as razões do fracasso dos outros”.
Cansado da política que “quer impor o vírus do divisionismo”, o candidato à liderança do CDS quer que o partido seja o sinónimo de “direita que agrega, que une vontades e convicções” disse na apresentação da moção.
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By Impala News / Lusa