Novo presidente da Comissão de Proteção às Vítimas alerta para atrasos nas respostas

O ex-diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária Carlos Farinha tomou hoje posse como presidente da Comissão de Proteção às Vítimas de Crimes e alertou para a existência de atrasos excessivos na resposta às vítimas.

Novo presidente da Comissão de Proteção às Vítimas alerta para atrasos nas respostas

No seu discurso de tomada de posse, que decorreu no Ministério da Justiça, Carlos Farinha assumiu que existe a noção de que, “por motivos vários, se acumularam situações, com delongas excessivas, contrárias à finalidade da intervenção protetiva e reparadora”.

“É necessário implementar medidas de saneamento da pendência, de identificação de eventuais entropias, de simplificação de fluxos, de rentabilização de meios”, acrescentou o agora presidente desta comissão.

À margem da cerimónia, Carlos Farinha explicou aos jornalistas que é preciso agilizar os processos, mas sublinhou que a digitalização dos processos será uma vantagem para atingir esse objetivo.

“Há várias coisas que achamos que faltam e outras que vamos rentabilizar. Não há uma solução mágica, mas há um conhecimento que tende a ser cada vez mais profundo sobre as entropias do sistema e vamos procurar simplificar o processo e ser mais céleres”, disse ainda.

A cerimónia foi presidida pela ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, que disse, em declarações aos jornalistas, estar ciente das referidas entropias e de que é necessária celeridade nas respostas aos pedidos de indemnização às vítimas.

“Temos consciência de que a criminalidade tem expressão relevante e que é importante olhar, não só para a parte do crime, mas também para a vítima”, referiu a responsável pela pasta da Justiça.

A Comissão de Proteção de Vítimas de Crimes é um órgão administrativo independente que funciona junto do Ministério da Justiça e é responsável por receber, analisar e decidir os pedidos de indemnização, a conceder pelo Estado, a vítimas de crimes violentos ou vítimas do crime de violência doméstica.

O novo presidente desta comissão, Carlos Farinha, de 66 anos, está reformado da PJ desde outubro do ano passado e o seu mandato será de três anos, substituindo o ex-inspetor chefe da Judiciária Carlos Anjos, que estava à frente da Comissão de Proteção às Vítimas de Crimes (CPCV) desde 2011.

RCV // ZO

By Impala News / Lusa

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