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Montenegro diz que ainda há “caminho a percorrer” para viabilizar prestação social única

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje que ainda há “um caminho a percorrer” para viabilizar a prestação social única (PSU), após uma reunião com o líder do Chega, André Ventura, admitindo também divergências “significativas” na legislação laboral.

Montenegro diz que ainda há

Em declarações aos jornalistas na Feira Nacional de Agricultura (FNA), em Santarém, Montenegro indicou que a negociação em torno da PSU continua em curso, mas que o entendimento ainda não está fechado.

“Concluímos que há um caminho a percorrer ainda para haver a viabilização da prestação social única”, afirmou, sublinhando o alcance da medida ao nível da simplificação do sistema e do reforço do apoio social.

Segundo o primeiro-ministro, a PSU pretende concentrar apoios, reduzir a burocracia e combater a fraude, permitindo “ter ainda mais disponibilidade financeira para ajudar mais quem mais precisa”.

Questionado sobre a reunião com André Ventura, Montenegro indicou que o tema da legislação laboral também foi abordado, reconhecendo que persistem diferenças relevantes entre as partes.

“Temos à partida divergências, algumas das quais são muito significativas”, afirmou, acrescentando, no entanto, que existem “pontos de contacto” que justificam a continuação das negociações.

O primeiro-ministro apelou a uma maior concentração no “interesse nacional” e criticou o que classificou como excesso de “politiquice” no debate público, defendendo decisões centradas na melhoria das condições de vida e no desempenho da economia.

Sobre a reforma laboral, Montenegro voltou a sustentar que a prioridade do Governo é valorizar “o trabalho e aumentar a produtividade”, apontando a necessidade “de maior flexibilidade em setores como a agricultura”.

Sem se comprometer com cenários parlamentares concretos, Montenegro remeteu a evolução da lei laboral para a discussão na Assembleia da República, reconhecendo que o Governo precisa de apoio de partidos da oposição para aprovar diplomas.

“O que se impõe é humildade e capacidade de diálogo democrático”, disse, lembrando que o executivo não dispõe de maioria absoluta e depende da viabilização parlamentar, seja por voto favorável ou abstenção.

Nas declarações à comunicação sociall, o primeiro-ministro reiterou que o setor agrícola enfrenta um ano exigente, marcado pelos impactos das tempestades e pelo agravamento do conflito no Médio Oriente, que afetou os custos de produção.

Montenegro destacou medidas já adotadas, como apoios ao regadio, incentivos aos fertilizantes e linhas de financiamento através do Banco Português de Fomento, destinadas também a empresas agrícolas.

O chefe do Governo reafirmou ainda o caráter estratégico do setor primário, associando-o à competitividade económica, à coesão territorial e à autonomia alimentar do país.

JYRE // JPS

By Impala News / Lusa

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