Moçambique cria comités para acompanhar o desenvolvimento de projetos de gás
O Governo moçambicano aprovou hoje a criação de dois comités interministeriais para assegurarem e avaliar, de forma célere, o desenvolvimento dos projetos de exploração de gás na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, no norte.
Maputo, 03 mar 2026 (Lusa) – O Governo moçambicano aprovou hoje a criação de dois comités interministeriais para assegurarem e avaliar, de forma célere, o desenvolvimento dos projetos de exploração de gás na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, no norte. A decisão da criação do Comité Interministerial de Coordenação do Plano de Desenvolvimento da Área 1 do Bloco de Rovuma e doutro para a Área 4 do Bloco de Rovuma foi tomada hoje em resoluções aprovadas pelo Conselho de Ministros.
Segundo o porta-voz do órgão, Inocêncio Impissa, a criação destes comités tem por objetivo “acompanhar e assegurar a avaliação célere e articulada das emendas aos planos de desenvolvimento dos projetos MozambiqueLNG na área 1 e RovumaLNG da área 4”.
O Governo explicou que a criação dos órgãos “justifica-se pela dimensão financeira e estratégica destes dois projetos que são estruturantes” e pelo impacto direto previsto nas receitas públicas futuras do país.
Inocêncio Impissa acrescentou que os projetos de gás natural liquefeito contribuem para a dinamização da economia nacional e no conteúdo local e no posicionamento internacional de Moçambique como produtor e fornecedor de gás natural liquefeito ao mercado global.
Moçambique tem três megaprojetos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado, incluindo um da TotalEnergies, de 13 milhões de toneladas anuais (mtpa), em fase de retoma, após a suspensão devido a ataques terroristas na região, e outro da ExxonMobil (18 mtpa), que aguarda decisão final de investimento, ambos na península de Afungi.
O projeto da Área 1 é liderado pela TotalEnergies, em fase de retoma após reconfirmado o financiamento internacional ao projeto e alegando melhorias das condições de segurança na zona, tendo já levantado a cláusula de “força maior”.
Acresce, em águas ultraprofundas da mesma bacia, a Área 4, o consórcio liderado pela italiana Eni, que opera desde 2022 na unidade flutuante Coral Sul e que avança para a segunda unidade Coral Norte, com início de produção em 2028.
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By Impala News / Lusa