Justiça brasileira revoga ‘habeas corpus’ ao artista Oruam e decreta prisão preventiva

A justiça brasileira revogou hoje o ‘habeas corpus’ e decretou novamente prisão preventiva ao artista Oruam, filho de um dos líderes do Comando Vermelho, que está indiciado por vários crimes, incluindo associação ao tráfico.

Justiça brasileira revoga 'habeas corpus' ao artista Oruam e decreta prisão preventiva

De acordo com o juiz do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Paciornik, numa decisão citada pela imprensa brasileira, o ‘rapper’ incumpriu com várias medidas cautelares impostas, nomeadamente ao não carregar a bateria da pulseira elétrica.

“Há lacunas nos mapas de movimentação do acusado”, indicou o juiz, acrescentando que o jovem “denota não guardar qualquer respeito, não somente às autoridades policiais, mas também às decisões judiciais”.

Segundo o STJ, entre 30 de setembro e 12 de novembro de 2025, foram registadas 28 interrupções na monitorização da pulseira eletrónica.

A defesa de Oruam, citada pelo jornal O Globo, considerou que estas interrupções na monitorização “demonstram mero descarregamento de bateria e não qualquer tipo de desrespeito geral ou específico, nem o descumprimento de outras cautelares”.

No dia 29 de setembro de 2025, Oruam saiu da prisão, onde esteve durante 69 dias, depois do tribunal ter revogado a prisão preventiva, mas com imposição de 25 anos várias medidas cautelares, incluindo comparecimento mensal em juízo, proibição de acesso à favela Complexo do Alemão, recolhimento domiciliário noturno e uso de pulseira eletrónica.

A justiça brasileira decretou em julho de 2025 a primeira prisão preventiva ao artista brasileiro Oruam.

Oruam responde por associação para o tráfico de drogas, resistência qualificada, dano ao património público, desacato, lesão corporal e tráfico.

O ‘rapper’ brasileiro, de 24 anos, filho de Marcinho VP, atuou a última vez em Portugal a 01 de fevereiro de 2025, no MainStreet Festival, em Lisboa.

 

MIM // ANP

By Impala News / Lusa

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