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Harry – Chega a acordo com grupo de media britânico e recebe milhões

Os advogados do príncipe e os do jornal The Sun chegaram a acordo no processo em que Harry os acusava de devassa da vida privada. O grupo reconhece que foram feitas investigações ilegais sobre vários membros da família real, inclusive até a princesa Diana.

Ao fim de cinco anos de uma batalha judicial contra a Imprensa britânica, o príncipe Harry chegou a acordo com o News Group Newspapers (NGN), grupo de Rupert Murdoch, dono do jornal The Sun, e decidiu não avançar com a acusação. Os detalhes desta decisão foram divulgados a 22 de janeiro,  um dia depois da data marcada para o início do julgamento, no Tribunal Superior de Londres.

O advogado David Sherbone, que representa o filho mais novo de Carlos III, leu em tribunal um pedido de desculpas formal por parte do NGN, em que este assume a “séria intrusão pelo The Sun na vida privada” do duque de Sussex, “incluindo incidentes e atividades ilegais, desempenhadas por investigadores particulares a trabalhar para o The Sun”, cita a Imprensa britânica. Foi a primeira vez que o jornal inglês assumiu ter obtido informações através de meios ilegais. O grupo de media concordou ainda em “pagar pelos danos substanciais” causados ao queixoso, sem revelar os valores acordados, mas sabe-se que serão avultados.

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Segundo avança a BBC, o NGN vai assumir todos os honorários do processo, estimados em 11 milhões de euros. “O News Group Newspapers foi finalmente responsabilizado pelas suas ações ilegais e o flagrante desrespeito pela lei”, disse o advogado do príncipe Harry aos jornalistas, à saída do tribunal. O antigo vice-líder do Partido Trabalhista, Tom Watson – que também apresentou queixa do grupo de Murdoch –, foi mais longe e exigiu que fosse feito “um pedido de desculpas ao príncipe, ao rei, e a todos os que terão sofrido nas mãos do seu império”.

No mesmo pedido de desculpas, lido em tribunal, o NGN reconhece que jornalistas e investigadores privados a trabalhar para o The Sun desempenharam “incidentes e atividades ilegais” entre 1996 e 2011, com o intuito de obter informações privadas sobre a vida do príncipe e de outros membros da realeza, através “escutas telefónicas, vigilância e mau uso de informações privadas”. Inclui ainda um pedido de desculpas pela “séria intrusão na vida privada de Diana, princesa de Gales, a sua falecida mãe, particularmente durante a infância do príncipe”.

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De acordo com o advogado de Harry, o NGN empregou ilegalmente mais de 100 investigadores privados em 35 mil ocasiões ao longo de 16 anos. Sherbone afirmou ainda que foram apagados mais de 30 milhões de e-mails na tentativa de encobrir o envolvimento dos executivos no caso.

Texto: Mafalda Mourão; Fotos: Shutterstock e Reuters.

Notícia www.novagente.pt

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