Governo francês considera entrega de armas pela ETA “um grande passo”

O ministro francês da Administração Interna, Matthias Fekl, considerou hoje, em declarações à imprensa em Paris sem perguntas, que a entrega “unilateral” da localização de oito depósitos de armas por parte da ETA é “um grande passo”.

Governo francês considera entrega de armas pela ETA

Paris, 08 abr (Lusa) — O ministro francês da Administração Interna, Matthias Fekl, considerou hoje, em declarações à imprensa em Paris sem perguntas, que a entrega “unilateral” da localização de oito depósitos de armas por parte da ETA é “um grande passo”.


“Esta etapa de neutralização de um arsenal de armas e explosivos é um grande passo” e um “dia, sem dúvida, importante”, afirmou Matthias Fekl, citado pela agência AFP.


O responsável governamental francês revelou que elementos das forças de segurança francesas, seguindo a orientação da Justiça, trabalham desde as 09:00 (08:00 de Lisboa) de hoje nessas oito localizações na região dos Pirenéus Atlânticos.


A Comissão Internacional de Verificação (CIV), uma organização independente que não é reconhecida por Madrid e Paris, confirmou hoje em Bayonne (França) que a ETA entregou às autoridades francesas a localização dos locais ainda com armas.


Fontes da luta antiterrorista já tinham indicado no início do dia que a ETA tinha entregado à polícia francesa as referências de geolocalização de 12 depósitos secretos de armas que agora, segundo o responsável francês, passaram a ser oito.


A ETA anunciou em 17 de março último que iria proceder hoje ao seu desarmamento “total e sem condições”.


O executivo de Madrid declarou na sexta-feira que “não espera nada” da cerimónia para assinalar o desarmamento da ETA, assegurando que a organização separatista basca “não terá nenhum benefício político”.


A organização foi criada em 1959, durante a época da ditadura franquista, renunciou à luta armada em 2011, depois de mais de 40 anos de atos de violência em nome da independência do País Basco e de Navarra.


A ETA, organização considerada “terrorista” pela União Europeia, recusava até agora o seu desarmamento e a sua dissolução, pedidas por Madrid e Paris, exigindo o início de negociações para libertar os seus membros presos (cerca de 360, dos quais 75 em França).



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By Impala News / Lusa

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