EUA emitem alertas de viagem para o Egito e Jordânia devido a ameaça terrorista
Os Estados Unidos emitiram, na sexta-feira, alertas de viagem para o Egito e para a Jordânia devido ao risco de ataques terroristas contra turistas e contra pessoal diplomático ou interesses do país.
Washington, 24 dez (Lusa) — Os Estados Unidos emitiram, na sexta-feira, alertas de viagem para o Egito e para a Jordânia devido ao risco de ataques terroristas contra turistas e contra pessoal diplomático ou interesses do país.
O departamento de Estado alerta assim aos cidadãos norte-americanos que devem considerar os riscos de viajar para estes países e evitar sobretudo certas zonas onde a ameaça é maior.
No Egito, a delegação diplomática dos Estados Unidos proíbe o seu pessoal de viajar para o Deserto Ocidental, e na península do Sinai para fora do centro turístico balnear de Sharm el-Sheij, pelo que os cidadãos norte-americanos “devem também evitar estas áreas”.
Além disso, os diplomatas norte-americanos só podem viajar para Sharm el-Sheij de avião, já que o transporte terrestre de pessoal não é permitido em nenhum local da península.
“O Governo egípcio mantém uma forte presença de segurança nos principais locais turísticos, como Sharm el-Sheij, e em muitos dos templos e locais arqueológicos localizados dentro e em torno do Cairo e do Vale do Nilo. O pessoal pode viajar para essas áreas”, indica o alerta norte-americano.
No entanto, adverte que “os ataques terroristas podem ocorrer em qualquer lugar do país”.
O alerta explica que há várias organizações extremistas a operar no Egito, incluindo o Estado Islâmico.
Os Estados Unidos alertam também os seus cidadãos e pessoal diplomático sobre viagens à Jordânia, onde também operam organizações terroristas.
“O papel proeminente da Jordânia na coligação contra o Estado Islâmico e as suas fronteiras partilhadas com o Iraque e a Síria aumentam o potencial para futuros incidentes terroristas”, indica a nota.
O departamento de Estado aconselha os norte-americanos a evitar as duas fronteiras e proíbe o seu pessoal a fazê-lo sem permissão.
Os diplomatas não podem visitar, nas suas viagens pessoais, nem as áreas fronteiriças nem os campos de refugiados, e o Governo aconselha que os cidadãos também não o façam.
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