Coreia financia com 250 mil dólares quatro novas estações sísmicas para Angola

A Coreia financiou com 250 mil dólares (213 mil euros) quatro novas estações sísmicas, numa altura em que, entre 2024 e 2025, a região sul angolana registou atividade sísmica acima da média histórica, avançou fonte dos serviços meteorológicos.

Coreia financia com 250 mil dólares quatro novas estações sísmicas para Angola

Na entrega do equipamento, o embaixador da Coreia em Angola, Kwangjin Choi, frisou que o país asiático está a financiar a instalação de estações de deteção de atividade sísmica, em colaboração com o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet).

O diplomata coreano frisou que as quatro estações de alta precisão vão ser instaladas nos municípios da Ganda, Cuanhama, Chicomba e Tômbua, das províncias de Benguela, Cunene, Huíla e Namibe, respetivamente.

“Durante muitos anos existiu a ideia errada de que este país está totalmente livre de riscos sísmicos. No entanto, a realidade mostra-nos uma história diferente. Províncias como a Huíla e Benguela têm historicamente registado eventos sísmicos”, realçou o embaixador coreano.

Em junho de 2024, um abalo sísmico afetou as províncias de Benguela, Kwanza Sul, Huambo, Bié, Huíla e Namibe, tendo outro se registado em outubro do mesmo ano, na província do Cunene, seguindo-se outros eventos em 2025.   

Por sua vez, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, destacou a importância para o país a receção destes equipamentos “fundamentais para a garantia da segurança das populações e das infraestruturas, bem como o avanço dos estudos científicos nos domínios da geologia e geofísica”.

Segundo o ministro, a parceria com a Coreia enquadra-se no Projeto de Reforço e Ampliação da Rede Sísmica de Angola, frisando que Angola tem já instaladas sete estações sísmicas de última geração nas províncias da Lunda Norte, Malanje, Bengo, Cuanza Sul, Huambo, Moxico e Huíla.

Mário Oliveira disse que as tarefas de preparação para a instalação destas novas estações já estão em curso e deverão ficar concluídas na primeira quinzena de março próximo.

“Com esta expansão, Angola passará a contar com um total de 11 estações sísmicas, estrategicamente distribuídas pelo território nacional”, disse o governante angolano, reconhecendo que “este número ainda está abaixo do recomendável para uma cobertura ideal”.

Em declarações à imprensa, o diretor-geral do Inamet, João Afonso, frisou que em uma semana vão ser instalados no campo as quatro estações, para na primeira quinzena de março estarem a reportar na rede, melhorando o monitoramento de todo o país, principalmente na região sul.

João Afonso salientou que quanto maior a quantidade de estações melhor, dando o exemplo de Portugal que tem instaladas cerca de 120 estações sísmicas.

“O tamanho de Portugal é bem menor em relação a Angola, são nossos parceiros, nós trabalhamos estreitamente em muitos projetos, por isso é que temos essa informação”, disse o responsável, destacando que para a segunda fase do projeto de modernização está prevista a instalação de outras dez novas estações.

O Inamet e o Instituto Português do Mar e Atmosfera trabalham com base num memorando de entendimento, que já permitiu o apoio na instalação de seis estações nas províncias da Huíla, Namibe e Cunene, bem como o desenvolvimento de plataformas climáticas, além da formação de quadros.  

NME // ANP

By Impala News / Lusa

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