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Brasil pede esclarecimento ao Canadá na OMC por subsídios à Bombardier

O Brasil apresentou um pedido de consultas ao Canadá na Organização Mundial do Comércio (OMC), sobre os subsídios concedidos pelo governo canadiano ao setor aeronáutico, em particular à empresa Bombardier.

São Paulo, Brasil, 08 fev (Lusa) – O Brasil apresentou hoje um pedido de consultas ao Canadá na Organização Mundial do Comércio (OMC), sobre os subsídios concedidos pelo governo canadiano ao setor aeronáutico, em particular à empresa Bombardier.


Segundo um comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto, “o entendimento do Brasil, os subsídios canadenses a esta empresa afetam artificialmente as condições de competitividade internacional do setor, de maneira incompatível com as obrigações assumidas pelo Canadá na OMC”.


O Governo brasileiro alega que a Bombardier recebeu, em 2016, pelo menos 2,5 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) em apoios governamentais.


“Novos aportes têm sido anunciados, o que pode aprofundar ainda mais as distorções no setor aeronáutico, em detrimento dos interesses brasileiros”, lê-se no comunicado.


O governo brasileiro destacou ainda que tem a expectativa de que as consultas, que constituem a primeira etapa de um contencioso no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC, contribuam para o equacionamento dos problemas suscitados.


A Embraer, fabricante brasileira de jatos e aviões que disputa com a Bombardier a liderança no mercado mundial, reagiu à informação destacando, também em comunicado, que apoiou o pedido.


“A companhia canadense continua recebendo subsídios do governo local. Isso foi fundamental para o desenvolvimento e sobrevivência do programa C-Series, além de permitir à Bombardier oferecer suas aeronaves a preços artificialmente baixos”, destacou Paulo Cesar Silva, presidente do Conselho de Administração da Embraer.


“Para que o segmento de jatos comerciais continue sendo disputado entre companhias, e não entre governos, é fundamental que as condições equânimes de competição sejam respeitadas”, concluiu.



CYR // EL

By Impala News / Lusa

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