PR moçambicano assinala “extraordinária onda de solidariedade” com vitimas das cheias
O Presidente moçambicano assinalou hoje a “extraordinária onda de solidariedade” com as vítimas das cheias de janeiro no país, com 27 mortos e mais de 720 mil afetados, e apontou a tecnologia como solução para salvar vidas durante intempéries.
“Queremos expressar o nosso profundo reconhecimento a todos (…) pela extraordinária onda de solidariedade que se tem manifestado de múltiplas formas ao nível nacional e internacional”, disse Daniel Chapo, durante a abertura da 1.ª Conferência Nacional sobre Transformação Digital, em Maputo.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Alemanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência, com o chefe do Estado moçambicano a destacar como que esta corrente de apoio ajuda a aliviar o sofrimento do povo.
“Quando estamos unidos, somos mais fortes”, declarou o estadista, acrescentando que o país continua a mobilizar recursos para assistência às vítimas e para a reconstrução.
“O Estado moçambicano continua mobilizado para prestar assistência a nível nacional, regional, continental e mundial, de forma a reconstruir o que foi destruído e reforçar a nossa capacidade coletiva de prevenção e resiliência”, garantiu Daniel Chapo.
O Presidente referiu ainda que as cheias recordam as vulnerabilidades de Moçambique, mas também desafiam o país a “acelerar soluções que salvam vidas”, apontando a tecnologia como “uma dessas soluções”.
“Os sistemas de alerta precoce, as plataformas de coordenação de emergência e instrumentos digitais de planeamento territorial podem fazer a diferença entre a tragédia e a proteção das nossas comunidades”, disse Chapo.
O número de mortos nas cheias de janeiro em Moçambique subiu no domingo para 27, com 724.131 afetados, de acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), com 147 feridos e nove desaparecidos. Há ainda registo de 3.556 casas parcialmente destruídas, 428 totalmente destruídas e 1.66.895 inundadas, além de 227 unidades sanitárias e 299 escolas, 14 pontes e 3.783 quilómetros de estrada afetadas.
Moçambique está agora em alerta face à aproximação à costa do país, na sexta-feira, do ciclone tropical “Gezani”, com ventos até 140 quilómetros por hora e chuvas intensas, com previsão de que afete cerca de 1,1 milhão de pessoas.
Na terça-feira, o Governo moçambicano explicou que os impactos deste ciclone podem representar um “recuo” nos “esforços” para salvar vidas nas cheias que já afetaram o país, caso os deslocados comecem a deixar os centros de abrigo, apelando à prevenção da população.
As autoridades moçambicanas ativaram ações antecipadas para ciclones para algumas províncias do sul e centro que poderão ser atingidas pela passagem deste ciclone.
Desde o início da época das chuvas em Moçambique, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 202 mortos, além de 291 feridos e de 852.285 pessoas afetadas, segundo atualização do INGD.
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By Impala News / Lusa