Presidente do Parlamento Europeu apela à UE para avançar com adesão da Ucrânia

A presidente do Parlamento Europeu apelou hoje aos Vinte e Sete para que se adaptem ao rápido ritmo da Ucrânia nas reformas para aderir à União Europeia (UE) e acelerem o processo para a sua entrada e da Moldávia.

Presidente do Parlamento Europeu apela à UE para avançar com adesão da Ucrânia

       Ao ver “que um país que está em guerra, porque foi invadido, é capaz de atualizar-se de forma tão impressionante com a quantidade de trabalho legislativo e técnico que outros países levam uma década, não podemos olhar para outro lado e não nos adaptar a esse ritmo”, afirmou a política conservadora de Malta Roberta Metsola numa intervenção no fórum de segurança Globsec que decorre em Praga.

      Sem se aventurar a indicar alguma data como possível para a adesão da Ucrânia, Metsola defendeu que, face aos esforços de Kiev e pelo facto de estar “a lutar” pela segurança da UE, seria errado atrasar a entrada da Ucrânia.

      Metsola fez estas declarações depois de ser tornado público que o chanceler alemão, Friedrich Merz, propôs hoje, numa carta à cúpula da União Europeia, que se criasse o estatuto de “membro associado” para a Ucrânia.

      A presidente do Parlamento Europeu também alertou que não abrir as portas à Ucrânia e à Moldávia pode ser aproveitado pelos países vizinhos para prejudicar o processo de integração.

      “Se não fizermos isso, é do interesse de outros países fazer o contrário, e não podemos permitir isso em tempos de guerra, como agora”, afirmou, sublinhando que a “segurança e defesa” são de máxima prioridade agora. Porque sem elas, considerou: “não temos nada”.

       E insistiu: “é a melhor garantia de segurança que podemos oferecer” aos países candidatos.

      A Moldávia, país com o qual a UE avançou para iniciar os procedimentos de adesão pouco depois da invasão russa da Ucrânia, está preparada para começar a negociar todos os capítulos”, declarou a sua presidente, Maia Sandu, no mesmo fórum em Praga.

      Após denunciar as interferências de Moscovo nos processos eleitorais no seu país, através do financiamento ilegal de partidos e de oligarcas corruptos a chefe de Estado moldava reconheceu que para o seu país a integração na UE “é estratégica para sobreviver como democracia”.

       O chanceler alemão Friedrich Merz sugere associar a Ucrânia à União Europeia, na ausência de uma adesão que levará tempo, numa carta dirigida aos líderes da UE, obtida hoje pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“É evidente que não seremos capazes de concluir o processo de adesão num futuro próximo, tendo em conta os inúmeros obstáculos, bem como as complexidades políticas dos procedimentos de ratificação”, escreve Merz.

Consequentemente, Berlim propõe conceder a Kiev o estatuto de “membro associado”, uma “etapa decisiva” antes de uma adesão plena e completa.

O chefe do Governo alemão esclarece na mesma carta que não se trata de uma forma de “adesão ‘light'”, de segunda categoria, em resposta a uma Ucrânia que sempre se mostrou reticente face a diferentes ideias que visam fazê-la esperar no caminho da adesão.

Na carta, dirigida, entre outros, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Merz detalha como poderá ser o estatuto de “membro associado”.

      ATR // RBF

By Impala News / Lusa

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