Parque moçambicano do Zinave com mais de 5.000 animais e 16 espécies

O Parque Nacional de Zinave, no sul de Moçambique, contabilizou mais de 5.000 animais no ano passado, anunciou o administrador, destacando o reforço da fiscalização para conter a caça furtiva dentro daquela área de conservação.

Parque moçambicano do Zinave com mais de 5.000 animais e 16 espécies

“Estamos a notar que a população está a crescer. No ano passado fizemos uma contagem aérea, simbólica, onde, aproximadamente, temos mais de 5.000 animais dentro do sistema, isso é muito bom”, disse hoje administrador daquele parque da província de Inhambane.

Segundo Abacar, o parque conta agora com mais de 16 espécies, incluindo os “big five” de África – leão, búfalo, leopardo, elefante e rinoceronte -, resultado de um esforço de repovoamento e conservação da biodiversidade, associada ao decréscimo dos casos de caça furtiva.

“Em relação à caça, é mínima neste momento. Nós não temos a presença de armas de grande calibre também dentro do sistema. Ultimamente, encontrámos armas de fabrico caseiro, mas está cada vez mais a reduzir-se, porque já fizemos um grande trabalho nos anos passados, estou a falar de 2018 e 2019, de sensibilização das comunidades, onde houve entrega de armas voluntária”, explicou.

Para o administrador do parque de Zinave, atualmente a exploração florestal é o grande problema que preocupa as autoridades daquela área de conservação, principalmente o abate de “espécies específicas” como a árvore chanfuta.

“Isto preocupa-nos bastante. Nós estamos a trabalhar isso com as comunidades”, assinalou António Abacar.

O Parque moçambicano de Zinave recebeu nove rinocerontes brancos da África do Sul para restaurar o equilíbrio de ecossistemas, conforme anunciou no domingo a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

“Ao devolvermos os rinocerontes brancos Zinave não estamos apenas a assegurar o futuro de uma espécie-chave, mas também a restaurar o equilíbrio dos ecossistemas, criar oportunidades de investimentos no contexto da economia de vida selvagem, promover o desenvolvimento das comunidades locais e demonstrar o que é possível quando os parceiros trabalham juntos em prol da natureza”, disse Pejul Calenga, diretor-geral da ANAC, citado na nota.

Segundo a ANAC, os animais foram doados ao Parque Nacional de Zinave no âmbito de um programa de reintrodução de rinocerontes, numa “complexa operação transfronteiriça de conservação” levada a cabo pelo organismo moçambicano, a Exxaro Resources e Peace Parks Foundation, com o apoio do departamento de silvicultura, pescas e ambiente da África do Sul.

O Parque Nacional do Zinave é o único em Moçambique que tem os “Big Five”. Ali podem ser encontrados ainda, entre outros animais, crocodilos, girafas, porcos-bravos, cabritos do mato, hipopótamos, impalas, cudos, inhalas, oribis, changos, pivas, bois-cavalo e zebras.

O parque tem ainda mais de 200 espécies arbóreas e 200 espécies de gramíneas e conta 408 mil hectares, tendo sido requalificado após a guerra civil moçambicana, que durou 16 anos.

Segundo dados do Ministério da Terra e do Ambiente, Moçambique conta com 12 parques nacionais e áreas protegidas, tendo 5.500 espécies de flora e 4.271 espécies de vida selvagem terrestre.

LCE (PME) // VM

By Impala News / Lusa

Adicione a Impala como fonte preferida google share