Oposição timorense quer saber plano do Governo para aumentos no custo de vida

A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) pediu hoje, no parlamento, ao Governo que explique qual o plano para os aumentos dos preços dos combustíveis e de outros bens devido ao conflito no Médio Oriente.

Oposição timorense quer saber plano do Governo para aumentos no custo de vida

“A bancada da Fretilin pede ao IX Governo que explique ao povo a sua estratégia para assegurar o abastecimento de alimentos, garantir energia e manter disponíveis os produtos de primeira necessidade durante o período do conflito no Médio Oriente”, afirmou o deputado da Fretilin, José da Cruz.

O deputado, que falava antes do período da ordem do dia, disse que o seu partido está preocupado, porque quando o preço do combustível aumentar, os “preços de outros bem e ‘commodities’ aumentam automaticamente”.

“O aumento do custo de vida afetará, sobretudo, as famílias pobres ou de baixo rendimento. Enquanto isso, os mais ricos, bem como os proprietários e distribuidores de combustíveis e arroz, poderão lucrar com esta situação de conflito”, salientou o deputado.

José da Cruz afirmou que alguns postos de combustíveis já começaram a aumentar os preços, apesar de o estoque ser antigo e ter “chegado a Timor-Leste ante do início do conflito”.

“A incapacidade do Governo para controlar os preços e garantir a disponibilidade destes bens fará com que o nosso povo, sobretudo, os mais pobres ou aqueles que vivem com rendimentos irregulares, sofra gravemente”, afirmou.

O deputado disse também que o Governo tem de esclarecer para quantos dias dão as reservas de combustível e as reservas de arroz, base alimentar dos timorenses.

“Caso aquelas reservas sejam insuficientes, que políticas adotará o Governo para garantir que o povo não passe fome, que a eletricidade não falte e que a mobilidade da população não seja interrompida”, questionou o deputado.

José da Cruz pediu também esclarecimento sobre se o Fundo Petrolífero está a ser afetado pela volatilidade dos mercados financeiros e pelas flutuações cambiais.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

No domingo, Mojtaba Khamenei, filho do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse que o sucessor de Ali Khamenei será um alvo dos ataques ao país, tal como vários elementos da hierarquia iraniana que já foram mortos.

MSE // VQ

By Impala News / Lusa

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