ONU aprova resolução para reforçar responsabilização por ataques aos capacetes azuis

O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje, por unanimidade, uma resolução que visa reforçar a responsabilização por ataques às forças de manutenção da paz da organização, conhecidas como “capacetes azuis”.

ONU aprova resolução para reforçar responsabilização por ataques aos capacetes azuis

   Mais de 150 países co-patrocinaram o documento redigido pelo Paquistão e pela Dinamarca, que tem como objetivo melhorar as investigações, os julgamentos e os mecanismos de denúncia em caso de ataques a este pessoal da ONU.

   O embaixador paquistanês, Asim Iftikhar Ahmad, recordou no Conselho que, no total, mais de 4.500 “capacetes azuis” perderam a vida enquanto trabalhavam e agradeceu o “número recorde”de Estados-Membros que apoiaram o texto.

   “O projeto de resolução hoje apresentado baseia-se em resoluções anteriores que reforçaram o compromisso do Conselho com a segurança das forças de manutenção da paz”, explicou.

   O documento pretende que este órgão da ONU “vá além das declarações que condenam estes ataques”. “Os homens e as mulheres que servem sob a bandeira da ONU contarão com o pleno apoio do Conselho, os ataques contra eles não ficarão impunes”, acrescentou.

   Por outro lado, a embaixadora dinamarquesa, Christina Markus Lassen, saudou “o apoio unânime” à resolução, que “envia uma mensagem contundente e importante”.

   A aprovação do texto, segundo ela, garante que o Conselho esteja “preparado, disposto e capacitado para intervir” quando são cometidos ataques contra os capacetes azuis.

   O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que acolhe “com satisfação a mensagem firme do Conselho de que não pode haver impunidade para os ataques” dirigidos a estes trabalhadores.

   Na sua conferência de imprensa diária, Dujarric sublinhou que, nos últimos anos, se registaram “avanços notáveis” nesta matéria e referiu que, desde 2020, 103 pessoas foram condenadas pelo assassinato de 35 capacetes azuis e dois peritos da ONU na República Centro-Africana, na República Democrática do Congo, no Líbano e no Mali.

 

AJR // RBF

By Impala News / Lusa

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