Leitão Amaro defende necessidade de restruturação mais ampla na RTP

O ministro da Presidência defendeu hoje a necessidade de uma restruturação mais ampla na RTP, nomeadamente discutindo a amplitude das obrigações de serviço público e contemplando uma “grande aposta no digital”.

Leitão Amaro defende necessidade de restruturação mais ampla na RTP

António Leitão Amaro disse, numa audição no parlamento, que foi feita uma injeção de 20 milhões de euros na RTP, de acordo com o plano apresentado, enquanto está um processo de restruturação em curso, tendo também em vista o “reforço da sustentabilidade com o plano de saídas voluntárias”.

Questionado sobre se é necessário mais na restruturação da RTP e se está disponível para tal, considerou que sim, salientando que essa é também a opinião dos órgãos societários e “muitos outros”, tendo em conta a estrutura de custos e receitas e a necessidade de ajustar.

O Governo “iniciou um diálogo com órgãos de administração” e convida também a um diálogo alargado na ótica da sua reestruturação, apontando que tem havido um esforço do Conselho de Administração (CA) para a sustentabilidade, sendo que o “plano de atividades atualizado já incorpora ajustamentos a vários itens e um apertar do cinto em várias dimensões”.

O Conselho Geral Independente (CGI) da RTP perguntou se o Governo está disponível para aumentar o CAV [Contribuição para o Audiovisual], mas o Governo disse que “a resposta é restruturação e não aumento” do contributo dos contribuintes.

“O que é possível fazer é mexer noutras coisas”, disse, apontando que “o que é importante preservar na RTP ou no serviço público é a função de informação”, que é “respeitada e valorizada pelos portugueses, e importante”.

“Há um consenso sobre a RTP fazer mais de umas coisas, a ideia da presença de proximidade, junto da diáspora e na dimensão internacional, há uma preocupação com isso ser preservado”, sinalizou.

Por outro lado, o que é possível repensar, indicou, é a oferta, olhando para tudo o que faz hoje e “discutir a amplitude das obrigações de serviço público”, nomeadamente com uma “grande aposta no digital”.

Para Leitão Amaro, “há caminho para fazer e o CA tem mandato até final do ano, mas esta discussão deve ser tida a nível mais elevado”, nomeadamente da responsabilidade política nacional e uma das sedes para tal é o parlamento.

O ministro apontou que o plano atividades e orçamento que foi agora aprovado “não é o suficiente para as decisões de longo prazo”, mas a médio prazo, num horizonte até 2028, foi o suficiente para permitir a aprovação.

MES // MSF

By Impala News / Lusa

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