Irão: Governo considera extemporâneo anunciar novas medidas contra crise mas promete resposta para breve

O Governo considera extemporâneo anunciar novas medidas para combater a subida dos preços, mas promete uma resposta para breve, em função da evolução da situação internacional e do aumento do custo de vida, disse hoje o ministro das Finanças.

Irão: Governo considera extemporâneo anunciar novas medidas contra crise mas promete resposta para breve

Questionado em conferência de imprensa se, dentro das possibilidades admitidas pela diretiva europeia do IVA, admite avaliar alguma medida de alívio de taxas deste imposto sobre o consumo e em que dimensão a política de fiscalidade será utilizada pelo Governo na resposta às crises de aumento do custo de vida dos cidadãos, Joaquim Miranda Sarmento disse que, “para já, é relativamente extemporâneo estar a falar de novas medidas”, mas remeteu uma resposta “a breve trecho”.

“As medidas de apoio às famílias relativamente ao custo de vida estão a ser analisadas, serão decididas ao longo do tempo em função da evolução da situação internacional, da economia e do custo de vida”, respondeu o ministro de Estado e das Finanças.

A avaliação das medidas a tomar está a ser feita “semana a semana”.

A oposição à esquerda tem criticado o executivo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) na resposta à subida dos preços, fazendo um contraponto com as medidas anunciadas pelo Governo de Espanha (socialista) e hoje a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) tomaram uma posição conjunta, pedindo ao executivo que avance com um pacote eficaz perante o “risco crescente de perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha”.

Numa conferência de imprensa marcada para reagir ao anúncio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de que terminou o ano de 2025 com um excedente orçamental de 2.058,6 milhões de euros, o equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), Joaquim Miranda Sarmento afirmou que o resultado “permite ao Estado ter margem para atuar na resposta às crises das tempestades e agora do Irão”, mas sublinhou que o valor “não tem transposição direta para 2026”.

“Sabemos o impacto muito negativo das tempestades e o custo orçamental que irá ter em 2026”, afirmou, lembrando que neste ano Portugal já se comprometeu com um “reforço de despesa com a Defesa” no âmbito da NATO e que o conflito no Médio Oriente nos preços tem “consequências económicas negativas”.

“Manteremos o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública, mas não deixaremos de acudir às necessidades das pessoas e à recuperação da economia”, garantiu, na intervenção inicial, antes de responder aos jornalistas.

PCT // EA

By Impala News / Lusa

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