Cabo Verde vai acolher no final de maio 1.ª Cimeira das Nações Crioulas

Cabo Verde vai acolher, de 28 a 30 de maio, a primeira cimeira das Nações Crioulas, anunciou o Presidente do país, José Maria Neves, à margem da Cimeira da União Africana (UA) que termina hoje, em Adis Abeba.

Cabo Verde vai acolher no final de maio 1.ª Cimeira das Nações Crioulas

José Maria Neves tem trabalhado para promover a realização desta cimeira há anos, por entender que, como primeira Nação Crioulo no Mundo, Cabo Verde pode levar o mundo crioulo às ilhas para este encontro, tendo como pano de fundo o diálogo e o futuro da humanidade.

“Haverá uma declaração da Praia, no final dessa cimeira”, que vai decorrer a 28, 29 e 30 de maio “que explicitará efetivamente o que será possível fazer para o futuro da humanidade”, revelou o Presidente de Cabo Verde à margem de trabalhos da cimeira da UA, na capital etíope.

“Acho que isto é importante porque num tempo de rutura da ordem internacional é preciso reforçar a resiliência democrática dos diferentes países, é preciso pôr os países a falarem entre si, a partilharem visões e a encontrarem soluções conjuntas para o futuro”, sustentou o chefe de Estado de Cabo Verde.

José Maria Neves aproveitou a cimeira da organização que reúne 55 países de África para abordar líderes de países e organizações, incluindo as Nações Unidas, numa reunião com o secretário-geral, António Guterres, sobre este tema.

O chefe de Estado cabo-verdiano promoveu também no decorrer da cimeira um evento sobre o “Património Mundial e Segurança Hídrica em África: Construir Caminhos para a Sustentabilidade e a Agenda 2063”, e fez um balanço, em declarações, na qualidade de Champion da União Africana para a Preservação do Património Natural e Cultural de África, do trabalho desenvolvido nesse âmbito e para angariar apoios para o Fundo Africano do Património Mundial.

“Há grande abertura de agências e instituições internacionais para continuar a financiar o fundo e também para financiar um conjunto de iniciativas de países para preservar esse património cultural e natural”, garantiu.

José Maria Neves defendeu que também o setor privado deve investir nesta área, porque este património é uma alavanca para o turismo, a indústria criativa e outros setores de atividade, para a criação de emprego e o crescimento económico.

O património natural e cultural dos países africanos são as suas “Catedrais e Basílicas”, disse, apelando para que mais nações africanas possam inscrever na lista de património da UNESCO “muito património que está silenciado”.

“Na África, há muito património que ainda não é visto. E é fundamental que todos os Estados e todos os países tomem consciência da importância deste trabalho que temos que fazer em conjunto”, reafirmou o Presidente de Cabo Verde. 

 

ANP // MSF

By Impala News / Lusa

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