Peça “A Valentina e a Valeria não estão mortas” a partir de quinta-feira em Lisboa

A peça de teatro “A Valentina e a Valeria não estão mortas” estreia-se na quinta-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, como um monólogo sobre as relações entre memória e imaginação, ficção e não ficção.

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Morte e luto são também temas presentes neste monólogo a muitas vozes que joga com o processo de teatro para mostrar três mulheres, numa criação de Flávia Gusmão e Jacinto Lucas Pires, em cena até dia 29 de março.

Em declarações à agência Lusa, Jacinto Lucas Pires considerou que o espetáculo consiste “em mostrar os bastidores do teatro, um pouco o dia a dia de uma atriz e os bastidores da vida de uma pessoa, o que [se chama] memória, imaginação, talvez consciência, algumas pessoas podem chamar até alma”.

O dramaturgo exemplificou com a peça de Garrett “Falar a verdade a mentir”, explicando que tentaram chegar a isso com “A Valentina e a Valeria não estão mortas”.

Na opinião de Lucas Pires, é um trabalho “muito difícil para a Flávia Gusmão, que está em palco sozinha, tem de fazer várias personagens, ou várias presenças, várias vozes”, sublinhando, no final de um ensaio, ter ficado com a sensação de ter visto uma peça “com várias pessoas”.

“Como é que fantasmas podem ser coisas tão reais em palco é também uma outra pergunta deste espetáculo”, concluiu Jacinto Lucas Pires.

Flávia Gusmão explicou que a peça se centra em Esmeralda, personagem que está num ensaio a dizer coisas parecidas com ela, outras que não, algumas frases que não lhe fazem sentido, ou talvez façam sentido porque a peça acaba também por ser uma peça sobre o luto.

“E depois vai-se apercebendo de que as suas memórias estão a ser ditadas por duas amigas, uma que morreu, outra que desapareceu que são a tal Valentina e Valeria”, acrescentou.

“A Valentina e a Valeria não estão mortas” sucede a uma peça intitulada “Uma performance, meu Deus” em que Esmeralda “ainda não era atriz, ou era atriz de vez em quando”.

O espetáculo é uma produção conjunta da Associação Bô Dixam Bai, Associação Palavrão, Centro Cultural de Belém, Cineteatro Louletano e Culturproject.

Na Black Box, o espetáculo tem sessões à quinta e sexta-feira, às 20:00, ao sábado, às 19:00, e, ao domingo, às 17:00.

No Dia Mundial do Teatro, dia 27, haverá duas récitas, às 17:00 e às 20:00, com entrada livre sujeita à lotação da sala.

Com texto de Jacinto Lucas Pires em cocriação com Flávia Gusmão, que interpreta, “A Valentina e a Valeria não estão mortas” tem apoio à criação de Tobias Monteiro, desenho de luz de Nuno Meira e música e desenho de som de Xullaji.

CP // TDI

By Impala News / Lusa

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