PCP questiona Governo sobre aumento de movimentos de aviões militares dos EUA na Base das Lages

O Partido Comunista Português (PCP) entregou hoje no Parlamento um requerimento a pedir esclarecimentos ao Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre “o aumento inusitado” de movimentações de aviões militares dos Estados Unidos na Base das Lages, nos Açores.

PCP questiona Governo sobre aumento de movimentos de aviões militares dos EUA na Base das Lages

A Base das Lajes, na ilha Terceira, arquipélago dos Açores, registou na passada quarta-feira “um maior movimento de aeronaves militares dos EUA”, chegando a estarem estacionados na pista “11 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, 12 caças F-16 Viper e um cargueiro militar C-17 Globemaster III”, conforme notícia do Público citando a Lusa, refere o partido no documento, assinado pela deputada Paula Santos.

“Trata-se de um aumento de movimentação de aviões das Forças Armadas norte-americanas, que recorda o mês de junho de 2025 e a situação que precedeu a agressão militar dos EUA ao Irão”, sublinha.

No requerimento, o PCP considera desde logo, que, para além do “silêncio do Governo português”, a eventual utilização da Base das Lajes por aviões daquele país “para a escalada de agressão ao Irão levanta questões relativas à soberania e independência nacionais, e ao papel de Portugal em defesa da Paz, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados”.

Pelo que o grupo parlamentar do partido pede ao Governo que, por intermédio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que esclareça se “tem informação relativa a este aumento inusitado de movimentação de aviões militares dos EUA na Base das Lages”

E se o Executivo, liderado por Luis Montenegro, “conhece os objetivos desta movimentação, nomeadamente, em relação a uma eventual agressão militar norte-americana ao Irão”.

Além disso, questiona o ministro Paulo Rangel sobre “se o Governo não considera que a conivência com os EUA e a sua associação a uma eventual agressão militar contra o Irão contraria a Constituição da República Portuguesa, que pugna por uma política de paz e de solução pacífica dos conflitos internacionais”.

ATR // RBF

By Impala News / Lusa

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