Marchas vencedoras dos santos populares atuam em Macau no desfile do Ano Novo Lunar

Dois grupos portugueses, as marchas populares de Alcântara e Bairro Alto, vencedoras ‘ex aequo’ da edição de 2025, vão participar no desfile do Ano Novo Lunar, que celebra o ano do Cavalo, anunciaram hoje as autoridades de Macau.

Marchas vencedoras dos santos populares atuam em Macau no desfile do Ano Novo Lunar

“Esta vez temos dois grupos de Portugal, achamos que vão gostar de Macau, assim como achamos que as atuações deles também vão trazer muita alegria aos nossos visitantes e às nossas comunidades”, afirmou a diretora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, em declarações aos jornalistas.

As celebrações do Ano Novo Lunar decorrem entre 19 de fevereiro e 08 de março e contam com um conjunto de eventos que dispôs este ano de um orçamento de 36,8 milhões de patacas (3,86 milhões de euros), representando um aumento de 5% face ao ano anterior.

O programa inclui fogo de artifício, espetáculos de ‘drones’, um desfile de 17 carros alegóricos e a participação de cerca de 1.300 artistas de Macau, Hong Kong, China continental, Itália, Espanha, Filipinas, Coreia do Sul e Portugal.

“Estamos todos preparados para uma grande celebração do Ano Novo Chinês. Com nove dias de feriado, prevemos uma média diária de 158 mil a 175 mil visitantes”, adiantou Helena Fernandes.

Ao contrário de anos anteriores, não haverá grupos do Japão nesta edição. Recentemente, vários espetáculos com artistas japoneses foram cancelados em Macau. Questionada sobre o assunto, a diretora referiu não ter “informação concreta sobre a situação”.

“Não me cabe comentar estes arranjos específicos. Mas importa referir que Macau recebe atualmente uma grande variedade de espetáculos, tanto da China continental como de artistas internacionais. Os organizadores vão continuar a procurar trazer grupos diversificados a Macau”, acrescentou.

No final de janeiro, uma empresa sul-coreana, a MBC, que estava a organizar um festival de música em Macau, que incluía bandas que integram artistas japoneses, cancelou um evento agendado para os próximos dias 07 e 08 de fevereiro, numa altura de tensões entre Pequim e Tóquio.

A empresa não explicou a decisão, que terá sido tomada, de acordo com um comunicado, “após uma análise completa das circunstâncias locais e das condições logísticas gerais”. Antes do anúncio da MBC, a imprensa sul-coreana tinha apontado a possibilidade do cancelamento, devido à alegada dificuldade dos artistas japoneses em obter vistos para atuar em Macau.

O incidente é apenas o último de uma série de cancelamentos de atuações de artistas japoneses em Macau, nomeadamente em diversos casinos.

A tensão diplomática entre Pequim e Tóquio tem origem nas declarações da primeira-ministra nipónica, Sanae Takaichi, no passado dia 07 de novembro na câmara baixa do parlamento do seu país, em que afirmou que um ataque militar da China contra Taiwan colocaria o Japão numa “situação de crise” e justificaria uma intervenção das Forças de Autodefesa japonesas.

Após as declarações de Takaichi, a China aconselhou os seus cidadãos a não viajarem para o Japão, vetou trocas comerciais de vários produtos, incluindo bens chineses de dupla utilização civil e militar, como os metais raros, e as relações entre os dois países não mais voltaram ao contexto anterior à posse da chefe do Governo nipónico, que se prepara para reforçar o poder em eleições antecipadas para o próximo dia 08.

Pequim considera a ilha de Taiwan, governada de forma autónoma desde 1949, como uma “parte inalienável” do seu território e não descarta o uso da força para assumir o seu controlo.

JW (VQ) // VM

By Impala News / Lusa

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