Mais de 75 mil pessoas abrigadas em 76 centros devido às cheias em Moçambique

Mais de 75 mil moçambicanos estão abrigados em 76 centros de acomodação, entre os 723.500 afetados pelas cheias desde janeiro, registando-se 23 mortos, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.

Mais de 75 mil pessoas abrigadas em 76 centros devido às cheias em Moçambique

De acordo com a atualização na base de dados do INGD, a que a Lusa teve hoje acesso, com informação até às 13:30 (11:30 de Lisboa), as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.248 famílias.

Desde 07 de janeiro foram registados ainda 145 feridos e nove desaparecidos, além de 3.555 casas parcialmente destruídas, 832 totalmente destruídas e 165.946 inundadas, agravando os números anteriores.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 182 mortos, além de 289 feridos e de 844.932 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.

De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 76 centros de acomodação, com 75.264 pessoas, após o encerramento de mais um destes centros nas últimas horas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que desde 07 de janeiro foram afetadas 229 unidades sanitárias e 323 escolas, 14 pontes, 88 aquedutos e 3.783 quilómetros de estrada.

O registo do INGD aponta também para 440.852 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.405 dados como perdidos, atingindo a atividade de 314.780 agricultores, além da morte de 408.118 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

PVJ // JMC

By Impala News / Lusa

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