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O cérebro envelhece precocemente e corre risco de demência com o consumo de canábis

Estudo com 62 mil scans prova que a canábis acelera o envelhecimento cerebral e prejudica a memória. Saiba como o THC afeta o seu cérebro

O cérebro envelhece precocemente e corre risco de demência com o consumo de canábis

Diz-se muito sobre os benefícios da canábis no cérebro, mas os números raramente mentem. Um estudo maciço da Amen Clinics, que analisou 62 mil exames cerebrais, chegou a uma conclusão brutal: o consumo desta substância é um dos maiores aceleradores do envelhecimento do cérebro. Enquanto muitos discutem a legalização, a ciência foca-se no fluxo sanguíneo. O cenário é desanimador. Ter um cérebro biologicamente mais velho do que a idade que consta no cartão de cidadão não é metáfora; é uma realidade clínica medida em scans de alta precisão.

O hipocampo sob ataque e o risco de demência

A investigação, liderada por Daniel Amen, utilizou tecnologia SPECT para observar como o sangue circula dentro do crânio. O maior problema? A canábis provoca uma quebra acentuada na perfusão sanguínea. O alvo principal é o hipocampo, precisamente a zona que nos permite aprender coisas novas e guardar memórias.

  • • Envelhecimento precoce: Os dados mostram que o consumo regular envelhece o cérebro, em média, 2,8 anos.
  • • Ranking de danos: Para termos uma escala de comparação, a esquizofrenia antecipa o envelhecimento em 4 anos, enquanto o abuso de álcool o faz em 0,6 anos. A canábis é muito mais agressiva para a estrutura cerebral do que o álcool.
  • • Porta aberta ao Alzheimer: Como o hipocampo é a primeira área a sofrer com a falta de sangue, o utilizador está, tecnicamente, a criar um ambiente cerebral semelhante ao que se vê em fases iniciais de demência.

A fábrica de falsas memórias

Para além da estrutura, a funcionalidade fica comprometida. Dados recentes publicados pela National Geographic alertam para um fenómeno perigoso: o THC altera a forma como processamos a realidade. Isto significa que um consumidor crónico tem muito maior probabilidade de acreditar piamente em factos que nunca aconteceram – as chamadas falsas memórias.

O córtex pré-frontal também sofre um afinamento visível. É aqui que decidimos o que é certo ou errado e onde controlamos os nossos impulsos. Quando esta parede de tecido cerebral encolhe, a pessoa torna-se mais impulsiva e menos capaz de avaliar riscos básicos no dia a dia.

Os factos

  • • O fluxo sanguíneo diminui drasticamente, privando os neurónios de oxigénio.
  • • O cérebro de um jovem de 20 anos pode apresentar o desgaste do de um de 23.
  • • A capacidade de distinguir factos de ficção na memória fica seriamente danificada.
  • • O controlo de impulsos degrada-se devido ao desgaste do córtex pré-frontal.

Daniel Amen refe que “o uso de canábis está associado a uma baixa atividade em quase todas as áreas do cérebro nos exames de SPECT”. Não é apenas uma questão de ‘moca’; é uma questão de integridade biológica.

Luís Martins; WiN
Imagem Pexels

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