Rebeca Caldeira “Quero manter-me fiel a mim própria” [Exclusivo]
A criadora de conteúdos admite que ainda se está a adaptar à exposição pública depois de uma ascensão no digital, e revela como a terapia foi essencial neste processo.
Apesar de admitir que não é propriamente uma seguidora assídua das tendências de moda, Rebeca Caldeira fez questão de marcar presença no desfile de Gonçalo Peixoto, que apresentou uma coleção desportiva em parceria com a marca QUAD, no passado dia 30 de abril, na Mitra Lisboa Social. A criadora de conteúdos mostrou-se particularmente interessada na vertente prática da coleção, algo que vai ao encontro do seu estilo de vida. “As roupas são muito giras e confortáveis. Eu faço desporto, portanto escolhi umas que vou mesmo utilizar para treinar”, contou à NOVA GENTE.
Aliás, quando o tema é estilo pessoal, a influenciadora não podia ser mais descontraída. Longe da pressão constante para estar irrepreensível, assume que prefere a simplicidade no dia a dia. “Não gosto de pensar muito naquilo que vou vestir, normalmente saio de calças de ganga e uma T-shirt básica. Não é que me vista mal, mas é a forma como me sinto mais confiante e melhor”, confessou.
Nos últimos dois anos, a vida de Rebeca sofreu uma mudança radical. De um percurso relativamente discreto, passou rapidamente para o centro das atenções digitais, tornando-se uma das criadoras de conteúdos mais reconhecidas em Portugal. Uma ascensão rápida que, embora positiva, trouxe desafios inesperados. “Eu gosto de ser gostada e que as pessoas que me seguem, quando me encontram, falem comigo. Fico contente. Deixam de ser só seguidores e passem a ser caras”, explicou. Ainda assim, reconhece que a adaptação a este novo estatuto não foi imediata. “É um bocado estranho para mim, que estou no digital e as pessoas acham que me conhecem, mas eu não as conheço de volta. Quando falam comigo, fico genuinamente feliz, nunca me atrapalham”, acrescentou.
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O crescimento repentino trouxe, também, um impacto emocional. Habituar-se a ser reconhecida, comentada e observada diariamente não foi um processo automático. “Às vezes posso estar num dia bom ou num dia mau, mas é questão de hábito. Como foi muito rápido, não tive o tempo de alguém que cresce progressivamente para se ir habituando”, admitiu. Para conseguir lidar melhor, procurou apoio especializado e reforçou as relações mais importantes da sua vida. “Foi importante a terapia e depois agarrar-me ao meu núcleo de amigos mais chegados e à família. Claro que faço amizades novas, mas o meu porto seguro são os meus amigos da vida”, revelou.
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Texto: Luís Duarte Sousa; Fotos: Impala e Redes sociais