Maria Custódia Amaral Polícia terá agredido namorado da agente imobiliária: “Métodos da Inquisição”

O atual namorado de Maria Custódia Amaral terá sido alvo de violência no interrogatório, tendo sido coagido a confessar o crime (que não cometeu).

Maria Custódia Amaral foi morta na casa de um conhecido seu. O alegado homicida terá atraído a agente imobiliária até à sua casa no dia 19 de janeiro e foi aí que lhe tirou a vida. Depois, desfez-se do corpo no area da Lagoa de Óbidos.

Porém, para além das novas informações trazidas por Luís Maia na rubrica criminal do Casa Feliz, também Hernâni Carvalho quebrou o silêncio e fez acusações gravíssimas à atuação da PJ. 

O jornalista e analista surpreendeu tudo e todos ao denunciar alegados métodos abusivos utilizados no interrogatório do atual namorado da vítima, que, segundo afirmou, terá sido alvo de coação para confessar um crime que não cometeu. Hernâni Carvalho chegou mesmo a desafiar publicamente o companheiro de Maria Custódia a relatar aquilo por que passou.

“Se calhar era interessante o namorado desta senhora, que ficou lá em casa à espera dela, contar como foi contactado, quem o contactou e de que maneira é que foi agredido para contar o que tinha feito à namorada”, afirmou o comentador.

“Não é à pancada que se sacam declarações”

Confrontado pela apresentadora Diana Chaves, que questionou se estaria apenas a falar de pressão psicológica, Hernâni Carvalho foi taxativo: “pressionado é uma expressão eufemística”, deixando implícito que a situação terá sido bem mais grave e com agressões físicas. “Há muitos anos que já se sabe que a investigação criminal não deve usar os métodos da Inquisição e cada vez que usa corre mal”, acrescentou.

“Os métodos que são usados por algumas polícias nos Estados Unidos e dos erros policiais que isso acarreta, dos homens que são retirados dos corredores da morte por provas finalmente apuradas de que não foram eles, por causa da pressa da investigação criminal”.

Para o rosto da SIC, a pressa nunca pode justificar abusos: “a investigação criminal não tem de ter pressa, tem de usar a sua velocidade e não é à pancada que se sacam declarações”.

O comentador revelou ainda que ele próprio e o repórter Luís Maia tinham já indícios de que o namorado de Maria Custódia não seria o autor do crime. “Sabíamos há vários dias que não tinha sido o namorado dela o culpado”, garantiu, explicando que “o Maia foi entrevistá-los e sabíamos detalhes para perceber que o rapaz não tem nada a ver com isso”.

Hernâni Carvalho terminou com um apelo direto ao companheiro da vítima, incentivando-o a quebrar o silêncio e a descrever publicamente a violência alegadamente sofrida. “Está na hora de ele contar como é que lhe puxaram pelos colarinhos, como é que o encostaram à parede, o que é que eles disseram e quem”.

Texto: Tomás Cascão; Fotos: Redes sociais

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