Teresa Guilherme Arrasa atuais reality shows da TVI: “Isto como está, está um desastre”
A icónica apresentadora confessou ter saudades da época em que estes formatos primavam pela diversão e pela valorização da identidade de cada concorrente, mas garantiu que recusa regressar ao ecrã nos moldes atuais
Teresa Guilherme aproveitou a sua ida ao programa The Leite Show para tecer duras críticas ao rumo que os formatos de confinamento levaram em Portugal. Numa conversa franca com Flávio Furtado, onde também recordou a altura em que perdeu 3 milhões de euros, a eterna “rainha dos reality shows” admitiu sentir uma enorme nostalgia do tempo em que as regras eram aplicadas com rigor na TVI, mas deixou bem claro que recusa qualquer convite para regressar à televisão nos moldes em que este tipo de produções é feito hoje em dia.
Questionada diretamente pelo apresentador sobre o sentimento de saudade em relação à condução destes formatos dos realities, Teresa disse: “Tenho saudades da época, daquela época… Mas da época dos realities quando os realities eram realities. Não é agora, e isto como está, está um desastre, não queria, nem morta”
“Era divertido. Para mim é importante, sempre apresentei programas divertidos. Era importante que houvesse ali momentos de divertimento. É mentira que o que se passa dentro de uma casa seja um reflexo da vida real. Não é a vida real, aquilo é a novela da vida real. Aquilo são pessoas… É criar um ambiente para as pessoas estarem em stresse, seja um stresse porque se apaixonam, seja um stresse… Mas é uma coisa de pressão, tanto que está ali são pessoas a jogar, são pessoas no jogo e a viverem uma experiência nova, não é nada a vida real”, continuou.
O segredo por trás do sucesso dos antigos concorrentes
A comunicadora lembrou também o trabalho minucioso que era feito em estúdio e nos confessionários para projetar as individualidades de cada participante, evitando que todos parecessem iguais aos olhos do público: “Eu tenho a certeza que sim, porque se trabalhava muito um lado das pessoas. Eles não eram todos a mesma personagem. Cada um tinha coisas mais divertidas, havia pessoas mais conflituosas… É aproveitar o que cada um tinha para dar e dar-lhes oportunidades”
Texto: Tiago Miguel Simões; Fotos: Impala