À revista Semana, várias pessoas que a conheceram durante o percurso académico revelaram como foram esses tempos. Note-se que enquanto comunicadora, a monarca trabalhou para vários meios, tal como a agência de notícias EFE, ABC, CNN+ e Televisión Española (TVE), onde se consolidou como âncora do telejornal Telediario.
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A primeira pessoa a falar sobre este tempo foi uma das suas ex-professoras, Mirta Núñez. Segundo a própria, Letizia “era uma jovem muito elegante que deixava claro ser muito capaz . Pelo menos nas minhas aulas, destacava-se. Parecia ter um grande potencial… Mais tarde, olhei e só tinha tirado a nota mínima para aprovação. O motivo? tinha acabado de começar a trabalhar na televisão e não conseguia dar conta de tudo”.
“Ela disse que nunca se ia casar”
Também uma ex-colega fez revelações então desconhecidas sobre a rainha durante seus anos de universidade. De acordo como Piedad, Letizia era descrita como “inteligente”, “bonita” e “trabalhadora”. O mais insólito? O casamento parecia não estar nos planos: “Ela disse que nunca ia se casar e que era muito de esquerda. Não sei se isso vai dar certo”.
E contou ainda: “Como todos nós tínhamos muito pouco dinheiro, bebíamos cerveja, kalimotxo e coisas do tipo. Uma vez, ficamos bêbados enquanto assistíamos a um comício do PP com Aznar”
E o que tem a dizer a própria Letizia de Espanha?
Em 2021, a mulher de Felipe VI recebeu o título de Aluna Honorária da UCM (Universidade Complutense de Madrid) pela Faculdade de Ciências da Informação da Universidade Complutense de Madrid. No evento, contou: “vir a este lugar todos os dias durante cinco anos na década de 1990 deixa marcas. Acho que todos nós que estivemos aqui sabemos do que estou a falar. Assim como todos nós sabemos porque é que queríamos ser jornalistas… e o que sentimos quando recebemos aquela carta (…). Tudo parece de outro século, e de outro século, receio, é mesmo”.
E acrescentou no discurso: “Aprendi tantas coisas aqui, inclusive como usar um tipógrafo. Certamente aprendi muito mais. Nas salas de aula e fora delas, o que posso dizer sobre o refeitório desta faculdade… O curso que concluí nesses cinco anos foi uma grande formação pela qual sempre serei grata.”
Por fim, remata com uma lembrança nostálgica: “Tive ótimos professores e colegas maravilhosos. Um desses professores disse-me uma vez: ‘ Ortiz, não sei o que será de ti, mas quando se trata de ser um chato — devo esclarecer que ele se referia a perguntas, curiosidade, vontade de saber — não terás rival.’ Acho que a curiosidade nunca desaparece; só que agora não dou tanta importância às respostas que recebo.”