Governo moçambicano assistiu 184 mil casos judiciais envolvendo pessoas carenciadas em 2016

O Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) de Moçambique apoiou 184 mil casos envolvendo pessoas carenciadas em 145 distritos em 2016, anunciou hoje o diretor-geral da instituição estatal.

Governo moçambicano assistiu 184 mil casos judiciais envolvendo pessoas carenciadas em 2016

Maputo, 21 abr (Lusa) – O Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) de Moçambique apoiou 184 mil casos envolvendo pessoas carenciadas em 145 distritos em 2016, anunciou hoje o diretor-geral da instituição estatal.


“Os dados representam um acréscimo de 9,7 % em comparação com o ano de 2015”, disse Justino Tonela.


O diretor geral do IPAJ falava à margem da reunião do Conselho de Direção do IPAJ, em Maputo, sob lema “Acesso à Justiça e os Desafios de Desenvolvimento”.


A ambição do instituto continua a ser a de expandir os serviços do IPAJ por todo país, chegando principalmente às zonas mais recônditas.


Mas há limitações, reconhece Justino Tonela.


A falta de recursos humanos, as limitações orçamentais e os casos de cobranças ilícitas são os principais desafios.


“Nós estamos a trabalhar para superar estes desafios. Precisamos reforçar com maior atenção os recursos humanos, principalmente para a carreira de defensor público”, observou o diretor-geral.


O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isaque Chande, presente no encontro, considerou os números hoje apresentados como um sinal positivo.


“Hoje o IPAJ está em 145 distritos, isso mostra que, apesar das dificuldades, está a ser feito um trabalho por parte do Governo”, afirmou o governante, que lembra que a assistência judicial a pessoas carenciadas é uma obrigação do Estado.


Do total de casos assistidos em 2016, a província de Cabo Delgado tem o maior número, com 22.085, numa tabela em que a província de Gaza teve o número mais baixo, com apenas 4.740.


O IPAJ tem 511 funcionários distribuídos por quase todo país.



EYAC // PJA

By Impala News / Lusa

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