Ministro da Defesa diz que preparar as Forças Armadas não é um luxo, é um dever

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, disse em França que a “preparação das Forças Armadas modernas não é um luxo”, mas antes “um dever num contexto instável e de forte ameaça”.

Ministro da Defesa diz que preparar as Forças Armadas não é um luxo, é um dever

La Couture, França, 22 abr (Lusa) — O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, disse hoje em França que a “preparação das Forças Armadas modernas não é um luxo”, mas antes “um dever num contexto instável e de forte ameaça”.


José Azeredo Lopes falava numa cerimónia de homenagem, em La Couture, aos combatentes portugueses que morreram há 99 anos na batalha de La Lys, no decurso da 1.ª Guerra Mundial.


Evocando a passagem de praticamente um século sobre a mortífera batalha para o contingente português que combateu em França, e as históricas relações entre os dois países aliados, o ministro Azeredo Lopes disse que “a lição que podemos extrair” da nossa história coletiva “é clara”.


“A preparação das Forças Armadas modernas não é luxo, é um dever num contexto instável e de forte ameaça. Portugal provou que está sem dúvidas e ambiguidades ao lado dos seus aliados. Hoje continuamos a ser um aliado credível e solidário, seja num quadro bilateral ou de organizações internacionais, como a ONU, NATO e União Europeia. Somos hoje um Estado amigo e aliado de França como fomos em 1917”, disse o ministro.


Questionado no final da cerimónia de homenagem pelos jornalistas portugueses presentes sobre o recente ataque terrorista de Paris, José Azeredo Lopes disse que “estamos perante ameaças que ainda não conhecemos bem”, e que em território europeu atingiram a França mais do que qualquer outro país “numa forma ainda mais cobarde” do que os ataques em “teatros de operações mais tradicionais” como a Síria.


“São ataques que nos querem destruir, que nos querem incutir o medo, sobretudo, de existirmos como sociedades livres e plurais. Não vão evidentemente consegui-lo, mas também é verdade que hoje a defesa dos países, a nossa defesa, se faz também através da aceitação de que os combatentes hoje não são muitas vezes os tradicionais, mas são tão ou mais perigosos do que o que aqueles que no passado nós combatemos”, afirmou.


Na quinta-feira à noite, um homem disparou com uma arma automática contra um veículo da polícia na Avenida dos Campos Elísios, na capital francesa, matando um agente e ferindo outros dois.


O atacante, alegadamente um islâmico radicalizado, foi morto no local e o atentado foi reivindicado pelo grupo radical Estado Islâmico.


Sobre o centenário da batalha de La Lys, que se assinala em 2018, o ministro disse ainda não poder adiantar pormenores relativos às cerimónias oficiais, mas garantiu que “a representação a um nível português será muito elevada”, conforme os compromissos assumidos pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo primeiro-ministro, António Costa, na visita de Estado realizada em 2016, ainda que não esteja confirmado que o chefe de Estado e o chefe do Governo venham a estar presentes.


Azeredo Lopes assinalou hoje o 99.º aniversário da batalha de La Lys com uma visita ao cemitério de Richebourg onde estão sepultados 1.861 soldados portugueses, e ao monumento de homenagem aos mortos em La Couture.


Da comitiva portuguesa faziam também parte o embaixador de Portugal em França, José Filipe Moraes Cabral, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Artur Pina Monteiro, o Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-General Chito Rodrigues, e uma delegação de militares das Forças Armadas.



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By Impala News / Lusa

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