Atestar o depósito de gasóleo custa hoje quase mais 20 euros do que em janeiro

O preço dos combustíveis em Portugal disparou em 2026. Atestar um depósito de gasóleo está quase 20 euros mais caro devido ao conflito no Médio Oriente.

Atestar o depósito de gasóleo custa hoje quase mais 20 euros do que em janeiro

A escalada no preço dos combustíveis está a asfixiar as famílias portuguesas. No espaço de apenas dois meses e meio, o custo de abastecer um veículo em Portugal sofreu um agravamento histórico. Os condutores de automóveis a gasóleo são os mais penalizados nesta fase.

Um aumento de 19 euros por depósito

Os números não deixam margem para dúvidas. No primeiro dia de 2026, o preço médio do gasóleo simples fixava-se nos 1,533 euros por litro. Nesta semana, os valores nas bombas já rondam os 1,915 euros. A diferença representa uma subida superior a 38 cêntimos por litro em pouco mais de dez semanas.

Para um depósito médio de 50 litros, as contas são pesadas:

  • • Atestar o carro a gasóleo custava 76,65 euros no início do ano.
    • O mesmo abastecimento custa agora 95,75 euros.
    • A fatura final subiu, portanto, 19,10 euros por cada ida ao posto.

Na gasolina 95, o cenário é menos dramático, mas igualmente preocupante. O aumento fixa-se em cerca de 18,8 cêntimos por litro. Isto traduz-se num custo adicional de 9,40 euros para encher um depósito de 50 litros.

Conflito no Irão dita as regras do mercado

A principal causa para este disparo é a instabilidade geopolítica. O conflito armado no Médio Oriente, envolvendo o Irão, Israel e os Estados Unidos, bloqueou rotas estratégicas. O encerramento do Estreito de Ormuz fez disparar a cotação do barril de Brent nos mercados internacionais. Portugal, sendo um país dependente da importação de crude, sente o impacto direto de forma quase imediata.

Governo tenta travar subida com o ISP

Perante este cenário, o Executivo português aprovou medidas de emergência. Foi aplicada uma redução extraordinária no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Sem esta intervenção, os aumentos seriam ainda mais agressivos para o consumidor final. O objetivo passa por devolver aos contribuintes o excesso de IVA arrecadado pelo Estado devido à subida dos preços.

Especialistas do setor alertam que a volatilidade deverá manter-se nas próximas semanas. A evolução dos preços dependerá inteiramente da duração da tensão militar no Golfo Pérsico e da estabilidade das cadeias de abastecimento globais.

Luís Martins; WiN
Imagem gerada por IA

Adicione a Impala como fonte preferida google share